Bolsas operam instáveis, à espera de indicadores e avaliando resultados

Existing Home Sales se destaca nos EUA, enquanto Philips lista Ebitda acima do esperado; bônus em debate

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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam instáveis nesta segunda-feira (25), ao contrário dos mercados futuros dos EUA, que disparam. As cotações do petróleo e do ouro sobem, desfavorecendo o dólar, que se desvaloriza frente às principais divisas do mundo – euro, libra e iene.

Nos EUA, olhos atentos ao Existing Home Sales (13h00), índice que mede a venda de casas usadas nos EUA. Analistas preveem 6 milhões na medição de dezembro, queda em relação aos 6,54 milhões de imóveis vendidos em novembro último.

Do outro lado do Pacífico, destaque para o primeiro dia de reunião do BoJ (Bank of Japan), que decidirá o rumo da política monetária no Japão. O consenso do mercado aponta para inércia na taxa básica de juros.

Alemão pouco confiante, holandeses otimistas em 2010
Na Alemanha, a confiança do consumidor declinou na primeira prévia do indicador de fevereiro, calculado pela consultoria GfK. O nível caiu de 3,4 pontos em janeiro para 3,2 pontos. Os analistas esperavam queda menor, para 3,1 pontos.

Já em Amsterdã, as ações da Philips listam valorização próxima a 4,5%, após a empresa revelar Ebitda (geração operacional de caixa) maior do que o esperado durante o último trimestre, além do guidance otimista para 2010.

Reguladores pagos como banqueiros
Para Jason Zweig, colunista do The Wall Street Journal, as medidas de aperto ao cerco dos bancos de Obama se assemelham ao Banking Act de 1933, com muito populismo e pouca efetividade. “Os reguladores deveriam ser pagos como os banqueiros: deveriam ganhar bônus ao reduzirem o número de fraudes”, discorre Zweig, dando a receita de como incentivar reguladores a aumentar a vigília sobre o setor financeiro – ou alguém duvida que reguladores possam ser subornados?

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Não é só culpa do câmbio fixo
Em artigo intitulado “o Oeste está errado na obsessão sobre o yuan”, o redator Michael Spence – do Financial Times – ressalta que os países ocidentais não deveriam somente olhar para o câmbio fixo na China como justificativa ao foco da economia voltado para as exportações. “A realidade é mais complexa. Reduzir a oferta na China envolve mudanças profundas, assim como exige a diminuição do déficit dos EUA”, completa Spencer, citando que o país asiático deveria estimular o mercado interno e promover a ascensão da classe média, para que reduza sua dependência frente à balança comercial.

Prospectos favoráveis
“Mantemo-nos otimistas com os prospectos de crescimento da Ásia”. A afirmação é de Johanna Chua, analista do Citi, e resume a visão positivo diante das economias orientais, à medida que a região possui perfis demográficos favoráveis e governos em condições boas no âmbito fiscal. “Além disso, a participação crescente da Ásia no PIB (Produto Interno Bruto) global significa que a região ainda possui espaço para captar uma maior parte no fluxo mundial de capitais”, completou Chua.

Cenário doméstico
No Brasil, o Banco Central divulgou o tradicional Relatório Focus, com a opinião das instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos do País. A FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou seu Índice de Preços ao Consumidor – Semanal, referente à terceira quadrissemana do mês, com inflação de 1,10%. Mais tarde, às 11h00, o Ministério do Desenvolvimento publica a Balança Comercial.

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Dos indicadores à realidade corporativa, ênfase para o inicio do período de reserva da Inpar, referente à oferta primária de ações.