Bolsas operam em queda, com recuo do petróleo e à espera de indicadores

Baixa do óleo bruto desanima investidor, que aguarda agenda nos EUA; estratégia de saída do Fed pode gerar nova crise?

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SÃO PAULO – Nesta terça-feira (15), as bolsas europeias operam em leve baixa, em linha com os mercados futuros norte-americanos. As cotações do petróleo e do ouro recuam, favorecendo o dólar, que se valoriza frente às principais divisas do mundo – euro, libra esterlina e iene.

Nos EUA, olhos atentos ao primeiro dia da reunião do Federal Reserve, que decidirá o rumo da política monetária norte-americana. Às 11h30 (horário de Brasília), será divulgado o PPI (Producer Price Index), que mede o preço cobrado pelos produtores, além do NY Empire State Index, avaliando a atividade manufatureira no estado.

Mais tarde, às 12h15, será anunciado ao mercado o Industrial Production, índice que avalia o produto das fábricas e minas dos EUA; e o Capacity Utilization, que mede a capacidade industrial utilizada.

Disciplina e perspectivas
A Kraft Foods afirmou em nota que manterá um aporte disciplinado no processo de compra da rival Cadbury, além de citar que a união das companhias gerará sinergia e redução de custos. Respondendo ao ofício da companhia britânica, a norte-americana observou que uma combinação “representaria um ajuste complementar único”.

A agência de classificação de risco Moody’s elevou a perspectiva do rating soberano da Índia, de estável para positivo, à medida que a recuperação econômica no país asiático se mostra mais fortalecida. A mudança indica que a “economia indiana demonstrou uma resiliência frente à crise financeira”, afirmou Aninda Mitra, analista da Moody’s.

Cicatrização?
“Parece ter ocorrido suficiente cicatrização [da economia norte-americana], de forma que já se pode contemplar a possibilidade de uma surpresa positiva no próximo ano”. A afirmação permeia relatório do Citigroup, no qual os analistas enxergam sinais positivos nos indicadores dos EUA, tais como o Retail Sales e o Employment Report.

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Estratégia de saída em xeque
Para Stephen Roach, ex-economista do Federal Reserve e atual presidente da divisão da Ásia do Morgan Stanley, a estratégia de saída do Fed, a fim de retirar as medidas extraordinárias de liquidez, poderá causar uma nova crise. A visão tradicional reinante nos bancos centrais, de que bolhas de ativos são difíceis de estourar e esvaziar com taxas, é “ridícula”, completou Roach.

Comércio
No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará às 9h30 sua Pesquisa Mensal do Comércio, que acompanha a evolução comercial do País no mês de outubro.

No front corporativo, ênfase para a fixação do preço por ação referente à oferta primária de ações da Fleury.