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Com mais sinais de desaquecimento da economia chinesa, indicadores abaixo do esperado nos EUA e corte de projeções na Europa, os mercados foram pressionados por referências negativas na quarta-feira (11), levando a recuo nas bolsas ao redor do mundo. Por aqui, apesar de alguns bons resultados, predominou o pessimismo do cenário externo e pesou ainda o corte de recomendação da Petrobras pelo UBS, levando o Ibovespa a queda de 2,13%, a 65.790 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 5,30 bilhões.
O UBS reduziu sua recomendação para os papéis ordinários da Petrobras de “neutra” para “venda”. De acordo com a analista do banco, Lilyanna Yang, os investidores ficarão desapontados com o valor do barril de petróleo da cessão onerosa. Pelas previsões da analista, o governo venderá os 5 bilhões de barris por volta de US$ 7,5 por barril. As ações da Petrobras fecharam em queda acentuada.
Na noite passada a CSN reportou que seu lucro líquido avançou 167% na base anual, totalizando R$ 894 milhões no 2T10. Em conferência com analistas, que elogiaram muito os resultados da siderúrgica, a empresa reforçou sua aposta no mercado doméstico, na recuperação dos preços do minério de ferro exportado e na busca por produtos de maior valor. Ainda assim, pesou o pessimismo nos mercados e as ações recuaram.
Na ponta positiva, destaque mais uma vez para as ações da Lojas Renner, que já acumula valorização de mais de 40% no ano.
Fora do índice, destaque para a forte queda das ações da Estácio Participações. A empresa encaminhou à Anbima um pedido de oferta primária e secundária de ações. A empresa ainda divulgou recuo de 29% no lucro líquido no segundo trimestre. Entre as duas referências, as ações ordinárias caíram 9,45%.
Agenda
A produção industrial chinesa cresceu 13,4% em base anual no mês de julho, a menor variação desde janeiro deste ano. Novos empréstimos no país também somaram um montante menor que o esperado pelo mercado, reforçando os temores de desaceleração econômica na China.
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Na Europa, o BoE (Bank of England) cortou suas projeções para o crescimento da economia inglesa.
Nos EUA, o déficit na balança comercial norte-americana aumentou no mês de junho em relação a maio, atingindo US$ 49,9 bilhões, déficit maior do que o esperado por analistas. Já o déficit do orçamento do governo veio menor que o esperado, totalizando US$ 165 bilhões em julho.
Por aqui, as vendas do comércio varejista registraram crescimento de 1% em junho frente a maio, e 1,3% na base anual, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio. Já o IBC-Br (índice mensal de atividade do BC) teve leve alta de 0,02% em junho na comparação com maio, atingindo 139,26 pontos, de acordo com números dessazonalidados.
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Dólar e Renda Fixa
O dólar comercial manteve a trajetória positiva vista na véspera e fechou a quarta-feira em alta de 0,68%, cotado a R$ 1,77 na venda. Dados econômicos vindos dos EUA e da China disseminaram o pessimismo nos mercados acionários, contribuindo para que a moeda norte-americana ganhasse maior visibilidade como investimento, tendo em vista seu caráter mais conservador.
O fluxo cambial dos seis primeiros dias de agosto revelou que a entrada de dólares no País superou a saída em US$ 1,791 bilhão, elevando o superávit acumulado no ano para US$ 5,867 bilhões. No mesmo período, o Banco Central informou que adquiriu US$ 1,151 bilhão por meio de suas compras diárias no mercado cambial à vista, totalizando desde o início do ciclo de intervenções – em maio de 2009 – um montante de US$ 44,189 bilhões.
O mercado de juros futuro fechou em alta. O contrato com vencimento em janeiro de 2012 fechou apontando 11,58%, alta de 0,04 pontos percentuais frente o último fechamento.
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O mercado de títulos da dívida externa fechou em alta. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com valorização de 0,28%, cotado a 138,85% do valor de face. O Risco País registrou alta de 6 pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 193 pontos-base.
Bolsas em queda nesta quinta-feira
No que depender do clima que predomina já por esta manhã, esta quinta-feira (12) deverá mostrar-se como um novo pregão negativo às bolsas ao redor do mundo. O mercado futuro norte-americano e os principais índices europeus operam em queda, no lastro de preocupações quanto à economia e balanços corporativos.
Novos números sobre o mercado de trabalho foram revelados ao mercado, com o Initial Claims mostrando 484 mil novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos na última semana. O número ficou acima do esperado, de 465 mil solicitações.
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Outras referências são trazidas pelo plano corporativo. A Cisco Systems registrou um expressivo crescimento de 79% em seu lucro líquido no segundo trimestre desse ano. No entanto, sua receita veio abaixo das expectativas dos investidores e, com isso, os papéis despencam quase 8% essa manhã.
Outra notícia de destaque por lá envolve a GM. Rumores dão conta de que a automobilística estaria estudando planos de realizar uma oferta inicial de ações para levantar capital. Segundo as especulações, a companhia esperar captar entre US$ 12 bilhões e US$ 16 bilhões com a operação, que com isso, seria o segundo maior IPO (Initial Public Offering) da história dos EUA, atrás somente do da Visa, em março de 2008.
Europa
Na Europa, o clima também é tomado por tensões. A principal referência negativa por lá vem da agenda econômica. A produção industrial na Zona do Euro uma queda inesperada de 0,1% em junho, após ter avançado 1,1% no mês de maio. O valor também fica bem abaixo do crescimento de 8,2% que se verificou no mesmo período do ano passado.
Em contrapartida, certo alívio é trazido pelo noticiário corporativo. A Anheuser-Busch InBev, maior empresa cervejeira do mundo, registrou aumento de 7,3% em seus ganhos no segundo trimestre desse ano, somando lucro líquido de US$ 1,15 bilhão, acima das estimativas de US$ 1,08 bilhão traçadas pelos analistas.
Ambev e Cesp
Por aqui, a safra de anúncio de resultados também é intensa. Um dos destaques vai para a Ambev, cujo faturamento líquido atingiu R$ 5,678 bilhões no segundo trimestre de 2010 – uma expansão de 9,8% frente ao mesmo período de 2009.
Outra companhia de peso a ter revelado seus balanços foi a Cesp – Companhia Energética de São Paulo, com um recuo de 81,4% no lucro líquido. O indicador atingiu R$ 132,978 milhões, frente aos R$ 714,445 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
Small caps
Outras tantas small caps também marcam presença. A Iochpe-Maxion revelou lucro líquido de R$ 47,1 milhões, uma evolução de 919,9% frente ao lucro de R$ 4,6 milhões apurado no mesmo trimestre do ano passado. Já a Dufry somou lucro líquido de R$ 62,6 milhões, superior aos R$ 44 milhões auferidos no mesmo período do ano passado.
No setor de imóveis, o lucro líquido da Brookfield avançou para R$ 132,59 milhões, face aos R$ 80,08 milhões auferidos no segundo trimestre do ano passado. Por sua vez, a Multiplan conquistou alta de 68,1% em seus ganhos ajustados, somando R$ 76,2 milhões.
OGX
À parte da temporada de anúncio de resultados, a OGX Petróleo comunicou estimativas de ter poupado US$ 1,5 milhão para os próximos 12 meses com a renegociação dos contratos de seguros envolvendo seu programa de exploração. Segundo a empresa, as conversas sobre o programa offshore foram conduzidas junto a sua parceira – a consultora de risco Aon.
Petrobras
Também no setor de petróleo, a Petrobras confirmou na noite passada a ocorrência de um incidente em sua plataforma P-35, na bacia de Campos. A estatal registrou um princípio de incêndio na saída de vapores da unidade, provavelmente causado por um gotejamento sobre as estruturas de tratamento de hidrocarbonetos. A companhia informou ainda que o fogo foi imediatamente controlado pela brigada de incêndio presente no local, “sem causar vítimas ou danos ao meio ambiente”.