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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta quarta-feira (18), assim como os mercados futuros dos EUA. A trajetória positiva é vista também no mercado de commodities, com as cotações do petróleo e do ouro mostrando alta, enquanto o dólar se desvaloriza frente às principais divisas do mundo – euro, libra e iene.
Nos EUA, às 11h30 (horário de Brasília), será divulgado o CPI (Consumer Price Index), com dados sobre a inflação. Simultaneamente, há o Housing Starts, que reporta o número de casas que começam a ser construídas no país; e o Building Permits, com o total de autorizações para construção de novos imóveis nos EUA. Por fim, destaque para a medição dos Estoques de Petróleo (13h30).
Bolhas e divergências
Para Fan Gang, conselheiro do People’s Bank of China, a China e os pares emergentes podem vivenciar uma bolha de ativos. “Quando se há muito dinheiro ao redor do mundo em busca de boas oportunidades de investimentos e os mercados emergentes são os únicos onde o crescimento acontece, o excesso de liquidez irá resultar em bolhas de ativos, especialmente em commodities e imóveis”, completou.
Em Londres, a minuta do BoE (Bank of England) revela uma divisão entre os membros acerca do processo de flexibilização quantitativa. Sete economistas votaram a favor do aumento de £ 25 bilhões, enquanto um queria elevação maior e outro a manutenção. David Miles defendia um aumento superior para “assegurar contra os riscos ao crescimento e à inflação”, enquanto o economista Spencer Dale queria permanência para não exercer pressões na inflação.
Ouro barato
Para David Rosenberg, economista chefe da Gluskin Sheff, a relação entre o índice S&P 500 e a cotação do ouro descarta a hipótese de bolha do metal precioso e, ao contrário, sugere que o ouro está relativamente “barato”, apesar da renovação corrente da máxima histórica. Dentre os fatores envolvidos para a ascensão do metal precioso, ênfase para a crença de risco inflacionário futuro.
Desemprego real de 17,5%
“O pior ainda está por vir”. A frase é de Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova York, e sintetiza seu viés frente ao horizonte, à medida que ressalta o avanço do fechamento de postos de trabalho nos EUA, que levou a taxa real de desemprego para perto de 17,5%. Nesse sentido, o acadêmico compara a situação corrente com as duas últimas recessões e prevê continuidade das perdas de vagas até 2011.
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Redenção?
O Goldman Sachs se desculpou publicamente por seu papel na crise e destinou US$ 500 milhões – 2,3% do total de salários e bônus de 2009 – para ajudar 10 mil empresários pequenos nos EUA. “Participamos em coisas que estavam claramente erradas e temos motivos para nos arrependermos”, disse Lloyd Blankfein, CEO (Chief Executive Officer) do banco, completando: “nos desculpamos”.
De volta aos lucros
Evidenciando a recuperação nos lucros, as empresas que compõem atualmente a carteira teórica do Ibovespa divulgaram lucros de R$ 30,3 bilhões no terceiro trimestre, queda de 2,9% na base de comparação anual, mas avanço de 13,2% em relação ao trimestre antecedente. Dentre os dez maiores membros do índice paulista, destaque para a CSN, cujos ganhos avançaram mais de 200% na relação trimestral.