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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em baixa nesta terça-feira (12), tendência alinhada à vista no outro lado do Atlântico, onde os mercados futuros dos EUA recuam. As cotações do petróleo e do ouro caem, favorecendo o dólar, que se valoriza frente ao euro e à libra esterlina, mas sucumbe ao iene.
Com agenda econômica tímida nos EUA, destaque único para a balança comercial (11h30) de novembro, a ser divulgada pelo Departamento de Comércio dos EUA. Analistas estimam déficit de US$ 34,5 bilhões. Por fim, há os discursos de Charles Plosser, presidente do Federal Reserve da Philadelphia; e de Richard Fisher, presidente do Fed de Dallas.
Cadbury resiste à Kraft; Grécia à saída da Zona do Euro
“Não deixe a Kraft Foods roubar sua companhia com essa oferta ridícula”. A afirmação permeia relatório do resultado anual da Cadbury, em que o presidente Roger Carr pede para que os acionistas rejeitem a proposta. A Kraft Foods realizou oferta hostil de £ 10,5 bilhões pela Cadbury, que vem lutando contra um aporte da rival desde o início de setembro, quando a norte-americana fez a primeira aproximação.
De Londres a Atenas, uma equipe do FMI (Fundo Monetário Internacional) foi à Grécia para analisar a situação financeira do país, que tem atualmente o maior déficit fiscal da Europa. Os analistas visam auxiliar o governo nos seguintes pontos: reforma do sistema de previdência, política de impostos e gerenciamento do orçamento.
Aprendendo com a Europa
Para Paul Krugman, ganhador do Nobel de Economia em 2008 por sua teoria sobre comércio internacional, os EUA precisam aprender com a Europa como se faz um país. “A Europa é um sucesso econômico e esse sucesso mostra que a social democracia funciona”, diz Krugman, em sua coluna no The New York Times, referindo-se ao plano de saúde de Barack Obama, presidente norte-americano. Ao comparar diversos indicadores econômicos, como taxa de desemprego e PIB (Produto Interno Bruto) per capita, o economista conclui: “a justiça social e o progresso podem andar lado a lado”.
EUA financiam EUA
Apesar da afirmação do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, de que o “Fed não monetizará a dívida pública dos EUA”, dados recentes contrariam o chairman. Durante 2009, a dívida pública norte-americana cresceu US$ 1,47 trilhão. Enquanto isso, o Fed expandiu seu portfólio de Treasuries, de US$ 500 bilhões para US$ 1,85 trilhão. Logo, uma conta aritmética simples mostra que 91% do aumento do déficit público nos EUA foi financiado pelos próprios EUA.
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Quem tudo quer
Conforme o olhar de Gideon Rachman, colunista do Financial Times, o déficit público crescente nos EUA, próximo a 12% do PIB, deve-se em parte aos próprios cidadãos. “Quando os norte-americanos são questionados sobre o que mais desejam – maior gasto social, menores impostos ou o melhor exército do mundo –, a resposta coletiva tende a ser ‘todas acima’”, completa Rachman. Em adição, o colunista destaca a afirmação de Rahm Emanuel, chefe de gabinete da Casa Branca: “você nunca quer que uma crise séria não resulte em nada”.
Olho neles
Stevem Abrhams, analista independente em Nova York, acredita que existem alguns fatores para se atentar quando o assunto é o rumo da Fed Funds Rate neste ano: o andar da recuperação na economia conforme o Federal Reserve previu; o portfólio do Fed; comportamento dos bancos e as políticas monetárias no Japão, no Reino Unido e na União Europeia.
Cena doméstica
No Brasil, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou a prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) deste mês, com inflação de 0,27% no período. Há instantes, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou sua Pesquisa Industrial de Emprego e Salário relativa a novembro.
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Mais tarde, por volta das 11h00, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio- Econômicos) divulgará o ICV (Índice de Custo de Vida), responsável por medir o custo de vida dos moradores do município de São Paulo, referente ao mês de dezembro.
Pegue ou largue
Com estratégia mais agressiva, as mineradoras Vale, Rio Tinto e BHP Billiton deixam de lado as negociações com a China e focam seus esforços para chegar a um acordo no reajuste do contrato benchmark do minério de ferro com siderúrgicas do Japão, segundo notícia veiculada no Financial Times. De acordo com o jornal, as conversas ocorrem em Cingapura e servem para definir um parâmetro a Pequim, que deverá ver uma base de negociação do tipo “pegue ou largue”.
Rápidas
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- Queda livre: as ações da Japan Airlines despencaram 45% em Tóquio – limite máximo de desvalorização permitido -, à medida que cresce a expectativa acerca de uma falência para a companhia aérea.
- Compras em baixa: a alemã Metro, terceira maior varejista do mundo, anunciou queda de 3,4% em suas vendas do quarto trimestre, que somaram € 19,4 bilhões. O resultado vem pior que o esperado por analistas, que previam recuo de 2,3%.