Bolsas operam em alta, comemorando avanço do petróleo e de olho no Fed

Óleo bruto sobe e anima investidores, que esperam por sinais de como será estratégia de saída de estímulos nos EUA

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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta quarta-feira (16),  tendência idêntica à vista no outro lado do Atlântico, onde os mercados futuros dos EUA sobem. As cotações do petróleo e do ouro avançam, desfavorecendo o dólar, que se desvaloriza frente ao euro e à libra esterlina, mas se aprecia diante do iene.

Nos EUA, o Fomc (Federal Open Market Committee) terminará a reunião para decidir o rumo da política monetária dos EUA. Analistas esperam que a Fed Funds Rate seja mantida na atual faixa, entre 0% e 0,25% ao ano, porém alguns sinais de como será a estratégia de saída dos estímulos econômicos podem vir à tona.

Às 11h30 (horário de Brasília), olhos atentos para o CPI (Consumer Price Index), medindo a inflação de novembro. Simultaneamente, há o Housing Starts, que avalia o número de casas em início de construção; e o Bulding Permits, que mede o total de autorizações para construção de novos imóveis. Por fim, a EIA (Energy Information Administration) divulga a medição dos Estoques de Petróleo (13h30), que avalia a demanda norte-americana da commodity.

Bancos: processos e ofertas
O governo norte-americano concordou em não coletar potenciais tributos de bilhões de dólares do Citigroup, como parte do acordo de independência do banco, de acordo com o jornal The Washington Post. O fisco dos EUA emitiu nota na última sexta-feira (11) estendendo o beneficio fiscal de companhias detidas pelo governo ao Citigroup.

O Wells Fargo levantou aproximadamente US$ 12,25 bilhões em sua oferta pública de ações, ajudando o banco a conseguir os US$ 25 bilhões necessários para quitar as pendências com o governo norte-americano. O processo elevou o nível de capital Tier 1 em 100 pontos-base, para 6,2%. Outro beneficio obtido pelo banco é a redução nas despesas com dividendos, cortando-as em US$ 1,25 bilhão por ano. 

57% a mais
Em relatório sobre o mercado de commodities, os analistas do Citi ressaltam a expansão das importações de minério de ferro pela China (12% na base mensal, 57% na relação anual). Por outro lado, houve um aumento nos estoques do recurso, de 65 milhões de toneladas para 68 milhões de toneladas, o que desperta incertezas sobre a demanda futura, conforme ressalta o banco. Por fim, a instituição destaca os altos preços do minério de ferro, na casa de US$ 110 a tonelada, e justifica-os pelos aumentos recentes nos fretes – atualmente, já em tendência de reversão.

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99% não querem mais dívidas
Segundo pesquisa realizada pela Fox News, com aproximadamente 163 mil pessoas, 99% dos norte-americanos são contra um aumento no teto do governo para emissão de dívidas, ao optarem pela alternativa “esses gastos fora do controle são irresponsáveis e escandalosos”. A despeito do valor científico da pesquisa, vale lembrar que o Senado dos EUA está prestes a elevar o teto de emissões, de US$ 12,1 trilhões para US$ 14 trilhões.   

Inflação
No Brasil, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) referente à segunda quadrissemana de dezembro, com inflação de 0,30% no período.  

No front corporativo, destaque para o encerramento do período de reserva da International Meal Company, tanto para a oferta primária de ações quanto para a secundária.

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Vivo
A Zacks Economic Research postou recomendação de compra aos ADRs (American Depositary Receipts) da Vivo. Para justificar o otimismo, os analistas projetam crescimento de 85% nos lucros de 2010. Além disso, a instituição estima P/L (múltiplo que mede a relação entre preço da ação e projeção de lucro) na casa de 17 vezes, e uma relação PEG (P/L dividido pela taxa de crescimento esperada) de 0,5 vez.

Em linha, a Bradesco Corretora elevou o preço-alvo das ações da operadora, de R$ 58,00 para R$66,00 – upside de 18,4%, em relação ao último fechamento. Em contrapartida, a valorização esperada fez os analistas reduzirem a recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado) para market perform (perofrmance alinhada à do mercado). 

Rápidas 

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