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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta segunda-feira (14), tendência semelhante à vista no outro lado do Atlântico, onde os mercados futuros dos EUA sobem. As cotações do petróleo e do ouro operam instáveis, enquanto o dólar se valoriza frente à libra, mas sucumbe face ao euro e ao iene.
Sem indicadores relevantes nos EUA, olhos atentos à agenda econômica no Japão e na Europa. Na maior economia da Ásia, a confiança do empresariado japonês apresentou leve melhora em dezembro, porém ainda com o número de pessimistas ultrapassando o de otimistas, de acordo com a pesquisa trimestral Tankan do BoJ (Bank of Japan).
Segundo o levantamento, a confiança entre os grandes produtores de bens de consumo, como eletroeletrônicos e automóveis, subiu nove pontos, atingindo 24 pontos negativos. As companhias pretendem cortar aproximadamente 13,8% dos investimentos, acima do previsto por analistas e do relatado na última pesquisa.
De Tóquio para o velho continente, a produção industrial da Zona do Euro apresentou decréscimo de 0,6% em outubro, na comparação com o visto em setembro. Em relação à União Europeia como um todo, o declínio foi ainda maior, na casa de 0,7% – na mesma base de comparação.
Resgate e independência
O governo de Abu Dhabi e o Banco Central dos EAU (Emirados Árabes Unidos) concederam resgate de US$ 10 bilhões ao Dubai Financial Support Fund, o que permite ao fundo Dubai World honrar seus compromissos. A injeção de capital permitirá que a construtora Nakheel – detida pelo Dubai World – pague os US$ 4,1 bilhões em títulos, que expiram nesta segunda-feira (14).
O Citigroup encontra-se próximo de honrar suas obrigações junto ao governo norte-americano. Com o plano ainda a ser divulgado oficialmente, a instituição financeira levantaria até US$ 20 bilhões em capital, que seriam destinados integralmente para Washington, como contraparte à ajuda concedida pelo programa Tarp (Troubled Assets Relief Program).
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Sete anos
Para o economista Mark Thomas, da universidade de Oregon, a taxa de desemprego nos EUA poderá demorar sete anos para voltar aos patamares pré-crise, próximo a 5%. A projeção foi desenhada com base nas últimas três recessões. “Contudo, há uma ressalva importante: esse tempo pode ser diminuído através de políticas efetivas”, completa o economista.
Nova York depende de Washington
Em entrevista concedida ao periódico alemão Der Spiegel, Paul Volcker, presidente do Conselho Econômico de Barack Obama, assume que “a recuperação ainda não é plena”, visto que a economia norte-americana é “fortemente dependente dos estímulos do governo”. Questionado sobre a projeção oficial de que o déficit público dos EUA chegará em US$ 12 trilhões em 2019, Volcker não descarta um aumento de impostos no futuro, porém somente quando o desemprego voltar aos patamares desejáveis.
Neutro
Diante da proximidade do final do ano, a equipe de analistas do Citi remonta posições e acredita em fraca volatilidade no restante das negociações de 2009. Da renda variável à fixa, o banco está “neutro em relação à duração do risco. Esperamos que os intervalos de trading permaneçam, com níveis não atrativos para adicionar risco”.
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Focus e balança comercial
O Banco Central divulgou o tradicional Relatório Focus, que compila a opinião das instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos do País. Destaque para a projeção de recuo de 0,26% no PIB (Produto Interno Bruto) de 2009 e de incremento de 5,03% para 2010 – primeiras estimativas após a frustração no nível de produto do terceiro trimestre. Destaque também para o anúncio da Balança Comercial (11h00).
No front corporativo, ênfase para o encerramento do período de reserva de ações referente à oferta primária da Fleury.
Itaú Unibanco é top pick
O Citigroup divulgou relatório sobre os bancos brasileiros, no qual eleva o preço-alvo para os papéis do Itaú Unibanco (ITUB4) para R$ 54,75, além de elegê-los top pick do setor, com recomendação de compra. Além disso, os analistas elevaram a recomendação dos papéis do Banco do Brasil (BBAS3), de manutenção para compra, tendência inversa à vista com as ações do Bradesco (BBDC4), que tiveram recomendação cortada no sentido contrário.
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Rápidas
- Resistente:A Cadbury comentou que não aceitará a proposta de compra de £ 10 bilhões (US$ 16,5 bilhões) feita pela Kraft Foods, considerada totalmente inadequada;
- Inflação: O ex-presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, alertou para a ameaça inflacionária que pode atingir a economia norte-americana.