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SÃO PAULO – Os índices acionários europeus operam em alta nesta sexta-feira (23), em linha com o fechamento das bolsas asiáticas e com os mercados futuros dos EUA. No mercado de commodities, a instabilidade predomina, através dos movimentos nas cotações do petróleo e do ouro, alternando altas e baixas. Já no câmbio, o dólar se valoriza frente ao euro e à libra esterlina, mas se deprecia face ao iene.
Na maior economia do mundo, investidores direcionam olhares ao Existing Home Sales (12h00) de setembro, que compila a venda de imóveis usados nos EUA. Fora da agenda econômica, destaque para os discursos do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke e de seu vice, Donald Kohn – ambos agendados às 10h30.
Contração inesperada
O PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido marcou retração de 0,4% no terceiro trimestre, pior do que o esperado por analistas, cujas projeções indicavam avanço de 0,2%. O declínio no nível de produto se explica, em parte, pelo enfraquecimento do setor de serviços, que responde por 76% do PIB.
Reguladores devem ser ativos
Para Mohamed El-Erian, co-CIO (Chief Investment Officer) da Pimco, há dois estágios para a retirada do risco especulativo no setor bancário. Conforme a análise, a primeira já foi realizada, através das reações negativas dos investidores frente às ações dos bancos. Por outro lado, a segunda fase deve ser guiada através das medidas dos reguladores, à medida que devem avaliar a tomada de riscos pelo setor financeiro.
Múltiplos podem não refletir
À luz das valorizações recentes nos mercados financeiros, Milton Ezrati, economista da Lord Abbett, acredita que a renda variável internacional poderá viver uma “armadilha de valor”, na qual poderá ocorrer, de forma simultânea, uma alta nos múltiplos P/L (preço da ação sobre projeção de lucro) e uma tendência de valorização nos mercados. Como base para sua tese, Ezrati cita exemplos na história em que a fase de recuperação econômica foi concomitante com o cenário proposto.
“Abaixo do justo”
Dada à crença de que a retomada econômica continuará à frente e de que o dólar deverá se desvalorizar frente as principais divisas, analistas desenham prospectos favoráveis no mercado de commodities. “Muitas commodities ainda estão muito abaixo do preço de pico”, disse Chris Mayer, editor do periódico Capital and Crisis, da Agora Financial. Já Darin Newsom, analista da Telvent DTN, enxerga um valor “abaixo do justo” para o petróleo.
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Inflação em foco
No Brasil, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou a Sondagem do Consumidor de outubro, relatando alta de 2,2%; e o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) da 3ª quadrissemana deste mês, com avanço de 0,04%. Além disso, houve o anúncio do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado entre os dias 15 de setembro e 15 de outubro, marcando inflação de 0,18%. No cronograma de oferta de ações, haverá o início da negociação das ações da oferta primária da CCR na BM&F Bovespa.
Minério de ferro
Mais otimista, Christopher LaFemina – analista do Barclays – elevou suas projeções para os preços do minério de ferro, prevendo alta de 20% em 2010, ante a previsão anterior de avanço de 5%. Para justificar a tese, o banco cita os preços no mercado spot e a crença de que “os mercados de minério de ferro continuarão a se fortalecer nos próximos meses”. Nesse sentido, crescem os prospectos para as ações da Vale, que devem se beneficiar da provável trajetória ascendente do minério de ferro.