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SÃO PAULO – Nesta terça-feira (29), as bolsas europeias operam em alta e exportam o otimismo ao outro lado do Atlântico, onde os mercados futuros dos EUA sobem. No mercado de commodities, o ouro recua, mas o petróleo sobe; o movimento desfavorece o dólar, que se desvaloriza frente às principais divisas do mundo – euro, libra esterlina e iene.
Nos EUA, olhos atentos ao Consumer Confidence (12h00), que avaliará a confiança dos consumidores norte-americanos em dezembro. Simultaneamente, a Standard & Poor’s publicará o S&P/Case-Shiller Home Price de outubro, com a trajetória dos preços das casas nos EUA, sendo calculado por meio de uma média móvel trimestral.
França cresce 0,3%; Rússia espanta especuladores
Dando sinais visíveis de recuperação, o PIB (Produto Interno Bruto) da França marcou avanço de 0,3% no terceiro trimestre, na comparação com o período entre abril e junho deste ano. A despeito do crescimento, o governo estima contração de 2,25% no nível de produto acumulado em 2009.
Do oeste para o leste europeu, Vladimir Putin, premiê da Rússia, afirmou que elevará a regulação no país, a fim de limitar a ação de especuladores. “Nós temos que mudar as regras”, disse Putin. No entanto, o primeiro-ministro russo ressaltou o possível uso de medidas “leves”, ou seja, “nada que mexa com os mercados”.
Efeito antecipado, gastos à frente
Paul Krugman, ganhador do Nobel de Economia em 2008, enxerga certa confusão em torno do timing dos impactos dos estímulos do governo nos mercados. Segundo seu olhar, pessoas que se baseiam no otimismo de que o Tesouro ainda possui recursos, visto que somente um terço do orçamento estatal foi gasto, não conseguem ver a antecipação desses estímulos pelo mercado.
“Os gastos do governo devem atingir o pico no segundo trimestre de 2010, mas o pico do efeito já foi sentido no terceiro trimestre deste ano”, disse Krugman, que se preocupa ainda mais com o segundo semestre do próximo ano, quando os EUA poderão ver uma nova contração no nível de produto.
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Aperto nos EUA? Só depois de julho
Para Bill Larkin, gestor de fundos da Cabot Money Management, o Federal Reserve só deverá elevar a taxa básica de juro no segundo semestre de 2010, apesar da possível antecipação da retomada econômica. “Provavelmente [o aperto monetário] será bem passivo, seguindo a demanda do mercado”, discorre Larkin, durante entrevista à revista norte-americana BusinessWeek.
Escalada dos metais
Conforme o olhar de Zhang Qi, analista da Haitong Securities, “os preços dos metais deverão continuar com sua tendência positiva, graças à demanda crescente, apesar do cenário de recuperação econômica”. Como decorrência, o analista acredita que a ascensão deverá impulsionar “ações com fundamentos”.
Cenário interno
A Fundação Getulio Vargas divulgou o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) de dezembro, que marcou deflação de 0,26%. Mais tarde, o Banco Central divulgará a Nota de Política Monetária (10h00), que contém estimativas sobre a base monetária, os empréstimos de bancos privados e o total de empréstimos no mercado financeiro.
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Destaque também para o balanço do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que acompanha coletiva do presidente da instituição, Luciano Coutinho, e está previsto para 14h00.