Bolsas operam em alta, com avanço de commodities e bons prospectos para 2010

Petróleo e ouro sobem, enquanto analistas do Citi e do Goldman Sachs ressaltam crescimento e recuperação no próximo ano

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SÃO PAULO – Nesta quinta-feira (3), as bolsas europeias operam em alta, assim como os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro avançam, desfavorecendo o dólar, que se valoriza frente ao iene, mas se deprecia face ao euro e à libra esterlina.

Nos EUA, olhos atentos ao ISM Services (13h00), que mede o nível de atividade não-industrial. “Esperamos um avanço no mês de novembro, consistente com a melhora gradual da atividade econômica”, dizem os analistas do Citigroup, ao preverem 52,5 pontos para o índice na medição do último mês.

Destacam-se também o Initial Claims (11h30), com os pedidos de auxílio-desemprego na economia norte-americana; e o Productivity & Costs (11h30), com a produtividade trimestral da mão-de-obra. Por fim, há o Employment Cost Index (11h30), que mede o custo trimestral da mão de obra.

Bancos expostos, prejuízo alemão

Os bancos no Reino Unido possuem US$ 5 bilhões em ativos ligados ao fundo Dubai World, o que os torna os maiores credores do conglomerado estatal, de acordo com reportagem do Financial Times. O Royal Bank of Scotland é o banco mais exposto, com montante entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões. Outras instituições financeiras, como HSBC, Lloyds e Standard Chartered, detêm US$ 1 bilhão cada.

De Londres a Munique, a Siemens divulgou seu resultado operacional referente ao intervalo de julho a setembro deste ano, relatando prejuízo de € 1,1 bilhão, inferior às perdas de € 2,4 bilhões vistas no mesmo período do ano passado. A performance decorre principalmente da participação de 50% na divisão Nokia Siemens Networks, que resultou em baixa contábil de € 1,63 bilhão no trimestre.

Voltando ao continente americano, o Bank of America Merrill Lynch devolverá os US$ 45 bilhões que recebeu em empréstimos mediante o programa Tarp (Troubled Asset Relief Program), ao comprar 1,8 milhão de ações preferenciais detidas pelo governo. Com o pagamento do total da dívida, o banco economizará US$ 3,6 bilhões por ano em custos de dividendos.

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Trajetória mantida de expansão

Para o Citigroup, a economia norte-americana deverá prosseguir com seu crescimento no decorrer de 2010. “O desempenho forte nos lucros validou ganhos mais antigos nas condições financeiras, além de posicionar a economia para novos empregos e expansão da renda”, completam os analistas, que veem também uma inflação modesta no próximo ano, a despeito da tendência de desvalorização do dólar e das políticas de acomodação nos mercados.

Da esperança ao crescimento

À medida que a atividade econômica ao redor do mundo mostra sinais de recuperação, alguns prospectos favoráveis são revelados. “Esperamos que o ano de 2010 marque a transição de uma fase de ‘esperança’ para uma de ‘crescimento’ nos mercados”, afirmou Peter Oppenheimer, analista do Goldman Sachs em Londres. O banco norte-americano prevê ganhos de 22% nas ações europeias até o final do próximo ano.

Retorno negativo sobre o capital

“Assim como quando a Nasa colocou o homem na lua, os projetos de Dubai foram desenhados para ter um retorno negativo sobre o capital”. A afirmação é de Vitaliy Katsenelson, CFA (Chief Financial Adviser) da IMA (Investment Management Associates).

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Custo de vida

Na agenda econômica doméstica, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) divulgará às 11h00 o ICV (Índice de Custo de Vida), que traz o custo de vida dos moradores do município de São Paulo, referente ao mês de novembro.