Bolsas operam em alta, com avanço de commodities e bons indicadores na China

Ouro e petróleo sobem, enquanto produção industrial e vendas do varejo avançam na China; confiança está inabalável?

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SÃO PAULO – Nesta quarta-feira (11), as bolsas europeias operam em alta, em linha com os mercados futuros dos EUA. No mercado de commodities, as cotações do ouro e do petróleo avançam, favorecendo a desvalorização do dólar, que se deprecia frente às principais divisas do mundo – euro, iene e libra esterlina.

Sem indicadores nos EUA, dado o feriado do Dia dos Veteranos, olhos atentos à atribulada agenda econômica na China. A produção industrial do país cresceu 16,1% em outubro, em linha com o investimento urbano fixo, que subiu 33,1% nos dez primeiros meses deste ano. Já as vendas do varejo avançaram 16,2% no último mês.

Por outro lado, as exportações chinesas declinaram 13,8% em setembro, enquanto as importações caíram 6,4%, o que levou a balança comercial a registrar um superávit de US$ 24 bilhões, quase que o dobro frente aos números de agosto. Do comércio ao crédito, os bancos emprestaram 253 bilhões de yuans em outubro, abaixo dos 516,7 bilhões de yuans listados em setembro.

De volta ao lucro

No front corporativo, destaca-se a divulgação de resultados do setor financeiro através do ING Group, que revelou lucro líquido de € 499 milhões no terceiro trimestre. A cifra representa melhora frente o prejuízo de € 478 milhões relatado no mesmo período do ano passado.

Confiança blindada

Para Randy Cass, fundador da First Coverage – instituição de pesquisa que monitora a confiança do mercado, a confiança dos investidores provavelmente não será abalada durante muito tempo. “A comunidade financeira creditou um olhar tão positivo para o final do ano que a ultrapassagem da linha imaginária de 10% da taxa de desemprego nos EUA não será um empecilho para o rali”, completa Cass.

Relação míope

Diante do forte crescimento de 2,9% nas vendas do varejo dos Estados Unidos durante a semana encerrada no último dia 7 – o maior desde a primeira semana de agosto de 2008 – muitos podem estar otimistas com a recuperação. Contudo, a editora do website MarketWatch, Angela Moore, permanece pessimista, à medida que a comparação com o mesmo período do ano passado pode ser míope, dadas as vendas anêmicas no último ano.

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Inflação em foco

No Brasil, a FGV divulgou o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) do primeiro decêndio de novembro, relatando deflação de 0,10% no período. Ainda de olho nos preços, ênfase para o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mostraram inflação de 0,24% e 0,28% no mês de outubro.

Por fim, destaque para a Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, a ser divulgada às 9h30 e responsável por levantar os preços e os custos dos materiais utilizados no setor.

Capitalização aprovada

A comissão especial do congresso responsável por analisar o sistema de capitalização da Petrobras (PETR3, PETR4) aprovou na última terça-feira (10) o relatório do deputado João Maia (PR-RN). No entanto, existem ainda nove destaques – propostas de alteração do texto – a serem votados em nova reunião nesta quarta-feira, os quais podem mudar toda a estrutura já aprovada. Dentre esses, ênfase para o polêmico regime de partilha da produção.

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A proposta enviada ao Congresso prevê que o governo ceda à estatal até cinco bilhões de barris em reservas de petróleo no pré-sal, seguidos de uma emissão de ações da empresa, que busca levantar capital para realizar novos investimentos. Em adição, o relator João Maia manteve a proibição da utilização de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a compra de ações da Petrobras.

Além disso, e cedendo à pressão do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concordou em elevar de 18% para 25% a participação dos estados produtores na divisão dos royalties oriundos do pré-sal. Desta forma, a parcela da União declinou de 27% para 19%.