Bolsas operam em alta, com avanço das exportações na China e acordos na Holanda

Volume cresce pela primeira vez em 14 meses, enquanto Heineken compra divisão da Femsa; EUA: governo investiu em Wall Street?

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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta segunda-feira (11), em linha com os mercados futuros dos EUA. Tanto a cotação do petróleo quanto a do ouro sobem, desfavorecendo o dólar, que se desvaloriza frente às principais divisas do mundo – euro, libra esterlina e iene.

Nos EUA, haverá apenas o discurso do presidente regional do Federal Clube de Atlanta, Dennis Lockhart, sobre a economia, durante evento no Rotary Club da cidade.

Exportações chinesas, acordo holandês
Pela primeira vez em 14 meses, as exportações na China relataram avanço de 17,7% em dezembro último, frente ao mesmo período de 2008. Em linha, as importações subiram 55,9%, utilizando a mesma base de comparação. Com o crescimento, a China ultrapassou a Alemanha como maior exportadora do mundo.

De Pequim para Amsterdã, a Heineken acertou a compra da divisão cervejeira da Femsa (Fomento Económico Mexicano) por € 5,3 bilhões (US$ 7,7 bilhões), em acordo envolvendo apenas ações. A companhia mexicana deterá 20% da empresa holandesa após o negócio, conforme nota listada no website da compradora. 

Washington foi às compras em Wall Street?
Para Charles Biderman, executivo e fundador da TrimTabs – instituição que monitora a liquidez do mercado –, as circunstâncias responsáveis pelo rali acionário de Wall Street podem ser oriundas de Washington. “Não podemos identificar a origem do dinheiro que impulsionou as ações tão rapidamente”, disse Biderman, à medida que 10% dos US$ 6 trilhões capitalizados nos EUA em 2009 não tiveram remetente. Como decorrência, o executivo sugere que o governo pode ter comprado índices futuros do S&P 500, com periodicidade mensal.

Bye bye Geithner
Conforme Henry Blodget, CEO (Chief Executive Officer) e editor chefe da publicação The Business Insider, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, precisa deixar seu cargo, dado o escândalo com a AIG. Além disso, Blodget acredita que a ajuda de Geithner aos bancos se mostrou falha, pois as instituições financeiras não expandiram o volume de crédito, como o secretário desejava.

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Bolha de crédito na China
Conhecido por ter antevisto a crise da Enron – e ter ganhado muito dinheiro com isso – o investidor James S. Chanos, dono do hedge fund Kynikos Associates, acredita que o milagre econômico da China pode ter cegado alguns investidores em relação aos riscos. “As bolhas são melhor identificadas em excessos de crédito, e não de valuation”, disse Chanos, em entrevista à rede televisiva CNBC. “E não há maior excesso de crédito no mundo do que na China”.

Na trilha da recuperação
Em artigo intitulado “Brotos verdes, raízes fracas”, John Hussman, dono do Hussman Funds, acredita que os sinais de recuperação na economia norte-americana ainda são muito fracos. “É estranho dizer que as demissões pararam quando 85 mil perdas foram listadas no mercado de trabalho”, disse Hussman, em relação ao último Employment Report e ao otimismo exagerado em torno do mesmo. De qualquer forma, “começamos o ano com a expectativa de melhor valuation, e maior claridade nos próximos meses”.

Cenário interno
Na agenda econômica doméstica, o Banco Central divulgou o Relatório Focus, com a opinião das instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos do País. A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) anunciou seu IPC (Índice de Preços ao Consumidor), referente à primeira quadrissemana do mês, com inflação de 0,48% no período.

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Mais tarde, o Ministério do Desenvolvimento publicará a Balança Comercial (11h00). Por fim, às 10h00, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgará o resultado da Pesquisa Nacional da Cesta Básica referente ao mês de dezembro. A pesquisa avalia o valor do salário mínimo necessário para manutenção de uma família, através da medição dos preços da cesta básica.