Bolsas operam em alta, com alento grego, disparada do cobre e PMIs favoráveis

Revisão do plano helênico, além de indústrias chinesa e europeia, anima investidores, enquanto metal sobe com terremoto chileno

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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta segunda-feira (1), em linha com os mercados futuros dos EUA. A cotação do ouro recua, mas a do petróleo sobe, o que favorece o dólar, dada a valorização frente às principais divisas do mundo: iene, euro e libra esterlina.

Nos EUA, há a dupla Personal Income (10h30) e Personal Spending (10h30), que avalia a renda e o gasto pessoal, respectivamente. O indicador vem acompanhado do Núcleo do PCE, uma das medidas inflacionárias preferidas pelo Federal Reserve. 

Destacam-se ainda o Construction Spending (12h00), com os gastos públicos e privados decorrentes da construção de imóveis; além do ISM Index (12h00), responsável pela mensuração do nível de atividade industrial nos EUA.

Em revisão
Louka Katseli, ministra de Economia da Grécia, confirmou ao primeiro-ministro, George Papandreou, que revisará o plano de redução do déficit fiscal, dado o insucesso diante da reunião com os membros da União Europeia. Com a revisão, cresce o sentimento de que um resgate se torna provável.

Terremoto e disparada
A cotação do cobre relata a maior variação positiva dos últimos 11 meses, à medida que o terremoto no Chile – maior produtor do metal em todo o mundo – levantou receios quanto a choques na oferta. O tremor de 8,8 graus na escala Richter paralisou o fornecimento de energia às minas do país andino e gerou 708 mortes, conforme estimativas do governo.

Recuo chinês, avanço europeu
O PMI (Purchasing Managers’ Index) na China declinou para 52 pontos em fevereiro – mínima de um ano –, segundo dados do governo. O patamar está abaixo dos 55,8 pontos vistos em janeiro e aquém das projeções dos analistas, de 52,2 pontos. 

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Já na Zona do Euro, o PMI mostrou trajetória ascendente no último mês, ao avançar 1,8 ponto para 54,2 pontos – maior patamar em 30 meses. Conforme a Markit Economics, a Alemanha relatou o melhor desempenho, enquanto a Grécia ficou com o pior.

A despeito de recuos e avanços, vale lembrar que qualquer patamar acima dos 50 indica expansão no período.

Valuations em xeque
Investidores
deverão se preocupar com riscos de crédito até que a economia se recupere, segundo William Hester, da Hussman Funds. “No longo prazo, os investidores devem estar atentos à inflação”, disse o analista, que ressalta como o fato “mais importante” a crença de que os valuations das ações geralmente sofrem durante o processo de inflação ascendente.

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Bancos com problemas
Na contramão daqueles que enxergam um setor financeiro mais saudável após a crise, Floyd Norris, colunista e comentarista econômico do The New York Times, traz alguns dados à tona. “Mais de US$ 1,00 de cada US$ 10,00 que os bancos norte-americanos possuem em empréstimos concedidos está nas mãos de um devedor com problemas”, completa Norris, ressaltando que tal proporção é muito mais alta do que as vistas nos últimos 25 anos. “Os problemas são maiores nos empréstimos imobiliários, em que quase 40% dos financiamentos possuem problemas”.  

Ajuste invariável?
Para Andrew Scott, colunista do Financial Times, não há porque se preocupar tanto com o avanço nas dívidas públicas dos EUA e do Reino Unido. “Os governos possuem a capacidade de emprestar no longo prazo e a opção de rolar as dívidas”, disse Scott, destacando que o aumento nas dívidas pode aparentemente ser insustentável por anos, porém, “no longo prazo, o ajuste fiscal traz os níveis da dívida para baixo”.

Front interno
No Brasil, o Banco Central divulgou o Relatório Focus, que compila a opinião das instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos do País. Mais tarde, às 11h00, destaque para a balança comercial.

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A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou seu Índice de Preços ao Consumidor – Semanal, referente à quarta quadrissemana do mês, com inflação de 0,68%. Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vem a São Paulo para um almoço com Paulo Skaf e outros empresários na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). 

Por fim, as seguintes empresas divulgarão resultados nesta segunda-feira: Banco Pine; Minerva; CPFL; Even; Iochpe-Maxion e M.Dias Branco.