Bolsas de NY fecham sem sinal único, com cautela por tensões geopolíticas

Os EUA afirmaram que podem impor sanções econômicas contra os parceiros comerciais do Irã, no que chamaram de “a maior ofensiva financeira de todos os tempos”

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As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único nesta segunda-feira, 24, em sessão na qual as tratativas comerciais dos Estados Unidos com o Canadá ganharam foco, assim como os desdobramentos do conflito norte-americano com o Irã.

A semana começa com cautela, e seguirá com o final da temporada de balanços e com sinalizações sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

O índice Dow Jones subiu 0,26%%, aos 53.417,16 pontos. O S&P 500 recuou 0,28%, a 7.652,86 pontos e o Nasdaq teve queda de 0,76%, encerrando em 25.980,19 pontos.

“Com os sólidos resultados do segundo trimestre já precificados, as preocupações com o financiamento de inteligência artificial (IA) e as notícias políticas e geopolíticas estão passando a ditar o ritmo do mercado”, aponta o Swissquote.

As tensões comerciais voltaram às manchetes após a falha de EUA e Canadá em chegar a um acordo, as tensões no Oriente Médio continuam a perturbar o fluxo de petróleo e os níveis de endividamento no chamado mundo desenvolvido seguem em alta, com a dívida de US$ 40 trilhões dos EUA figurando agora como um problema enorme e incontornável, aponta o banco. “Nesse cenário, os preços da energia serão relevantes, mas a forma como Washington tenta gerir suas políticas fiscal e monetária também importa, dado o impacto sobre os custos de financiamento dos EUA que repercutem nos mercados financeiros globais. Nesta semana, todas as atenções estarão voltadas para os resultados da Nvidia, mas também para o simpósio de Jackson Hole”, conclui.

Entre as empresas, ações do setor de chips tiveram importantes recuos. Intel (-3,12%), Marvell (-3,27%) e Micron (-5,83%) estiveram entre as mais destacadas.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que os países que ajudarem o Irã economicamente podem ser alvos de sanções e ter os bancos cortados do sistema do dólar. Ele, porém, se recusou a dizer quem seriam os alvos iniciais e a duração das medidas, embora tenha sinalizado que uma grande instituição financeira será punida em breve pelo governo dos Estados Unidos.

“Suspeitamos que o novo pacote terá apenas um impacto direto limitado nos fluxos de energia iranianos no curto prazo. Isso se deve, em parte, ao fato de que cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas são destinadas à China, que não reconheceu as sanções americanas no passado e dificilmente se intimidará desta vez também”, aponta a Capital Economics.