Bolsas nos EUA abrem em queda, com fracos dados econômicos e tensões externas

Questão fiscal na Europa volta a pauta após corte do rating de Portugal; Bahrein enfrenta protestos e petróleo volta a subir

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários dos EUA recuam na abertura das bolsas de Wall Street nesta quarta-feira (16), em mais uma sessão altamente influenciada pelo front externo, com as catástrofes no Japão, tensões políticas no Oriente Médio e questão fiscal da periferia da Zona do Euro direcionando o humor do mercado.

O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresenta leve desvalorização de 0,37% e atinge 11.812 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, abre em leve baixa de 0,20% a 1.279 pontos, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, cai 0,07%, chegando a 2.666 pontos.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Nasdaq -0,07 2.666 -5,38 +0,48 
 S&P 500 -0,20 1.279 -3,98 +1,72 
 Dow Jones -0,37 11.812 -3,72 +2,03 

No Japão as bolsas devolveram parte das duras perdas acumuladas desde a última sexta-feira e  terminaram o pregão com forte alta, sinalizando que o pregão poderia ser também de correção nas demais bolsas globais.

Entretanto, o mercado norte-americano não foi contagiado pela recuperação vista na Ásia. Os investidores voltam a se preocupar com os desdobramentos da crise fiscal em países europeus, após o corte de rating de Portugal pela agência de risco Moody’s. A nota passa de A1 para A3 e a perspectiva negativa foi mantida, em razão dos riscos para implantação do ajuste fiscal. Ainda na pauta, o país obteve nesta manhã juro de 4,331% ao ano na emissão de € 1 bilhão em títulos do tesouro com vencimento de um ano, superando a taxa obtida na última operação, demonstrando que o mercado cada vez mais eleva o prêmio de risco cobrado nestas emissões.

Petróleo volta a subir com tensões no Bahrein
Os grandes produtores de petróleo também voltam a causar ansiedade no mercado após o Bahrein ter declarado estado de emergência frente a violentos protestos em Manama, capital do país, o que provocou inclusive o fechamento da bolsa local.

Na última segunda-feira, tropas da Arábia Saudita já haviam entrado no país para auxiliar no combate aos protestos após o governo acionar o CCG (Conselho de Cooperação do Golfo). Tudo isso em meio aos violentos conflitos que seguem na Líbia.

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Com isso, o petróleo volta a subir. A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, opera a US$ 110,81 no pregão desta quarta-feira, alta de 2,11% em relação ao último fechamento, enquanto em Nova York o contrato futuro de barril de petróleo com vencimento em abril é negociado a US$ 99,13 por barril, configurando uma alta de 2,01% frente ao fechamento anterior.

Em segundo plano, indicadores decepcionam
Todo este cenário de tensão internacional deixa em segundo plano a intensa agenda de indicadores, contemplada por dados piores do que o esperado, desde o setor imobiliário, passando pelo déficit em conta corrente e também pelos preços ao produtor.