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As bolsas norte-americanas encerraram os negócios desta sexta-feira em alta. O anúncio do terceiro aumento consecutivo da confiança do consumidor dos EUA ajudou a manter o otimismo dos investidores. Além disto, a redução dos pedidos de auxílio-desemprego e do aumento da construção de novas casas, durante esta semana, trouxeram a impressão de que a recuperação econômica norte-americana pode estar próxima.
A Universidade de Michigan divulgou hoje que a confiança do consumidor norte-americano ficou em 88,8 em dezembro. A maioria dos economistas esperava que este índice atingisse 85,8. No mês de novembro, a confiança do consumidor dos EUA havia ficado em 83,9, o que mostra a forte recuperação das expectativas da população americana. A importância do aumento da confiança do consumidor é que ela permite esperar um crescimento do consumo familiar na maior economia do planeta, e posteriormente até um aumento nos investimentos corporativos.
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h2>Nike registra lucro maior do que o esperado
O destaque de alta ficou com a Nike, a maior fabricante de materiais esportivos do mundo. A empresa reportou um lucro de US$ 0,48 por ação no seu segundo trimestre fiscal, resultado acima do lucro de US$ 0,46 por ação esperado por analistas. As receitas cresceram 6,3% em comparação ao mesmo período de 2000, atingindo o montante de US$ 2,34 bilhões. Ontem, a companhia reiterou as expectativas positivas para o próximo ano, afirmando que o lucro deverá aumentar cerca de 5% em 2002. Os papéis da Nike fecharam em alta de 4,67%.
Nortel divulga previsões de lucro em linha com as estimativas do mercado
Já a Nortel Networks afirmou que espera um prejuízo de US$ 0,16 por ação para o quarto trimestre, o que ficou em linha com as expectativas do mercado. As vendas da empresa também deverão apresentar um resultado positivo com o total de US$ 3,4 bilhões neste trimestre, ficando ligeiramente abaixo dos US$ 3,54 bilhões das previsões iniciais. A Nortel também afirmou o plano de demitir cerca de 3 mil empregados, o que deve facilitar a recuperação da empresa em 2002. As ações da Nortel encerraram os negócios com uma forte valorização de 12,11%.
O índice Dow Jones Industrial, que mede o desempenho das 30 blue chips norte-americanas, fechou em alta de 0,50%, sendo cotado a 10.035,34 pontos. As maiores valorizações ficaram com Eastman Kodak (+3,35%), a operadora de telecomunicações AT&T (+2,80%), Johnson&Johnson (+2,38%), a varejista de materiais para construção Home Depot (+2,37%) e Wal-Mart (+2,33%). Em sentido oposto, as maiores desvalorizações ficaram com o conglomerado financeiro JP Morgan Chase (-2,11%), Alcoa (-2,03%), International Paper (-2,02%), General Motors (-1,43%) e a SBC Communications (-1,13%).
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O Nasdaq Composite, que acompanha a performance das ações listadas na bolsa eletrônica, terminou o pregão com uma valorização de 1,42%, sendo cotado a 1.945,78 pontos. Os destaques de valorização ficaram com a fabricante de equipamentos de rede 3Com (+8,32%), a empresa de softwares para B2B Siebel Systems (+7,17%), Broadcom (+6,14%), Juniper Networks (+5,78%), e Ciena (+3,64%). Por outro lado, as principais quedas ficaram com a operadora de TV a cabo Comcast (-1,93%), que ontem anunciou a fusão com a unidade de TV a cabo da AT&T, Sun Microsystems (-1,10%), USA Networks (-0,87%) e a varejista Amazon (-0,39%).
O S&P500, que reúne as 500 mais importantes corporações dos EUA, encerrou os negócios em alta de 0,46%, sendo cotado a 1.144,90 pontos. Os destaques de valorização ficaram com Nortel, Xerox (+7,97%), a cervejaria Anheuser-Busch (+3,59%) e a Coca Cola (+2,14%). Em sentido contrário, as principais desvalorizações ficaram com Dow Chemical (-3,90%), a empresa de cosméticos Avon (-2,51%), Bank of America (-2,38%) e a AOL Time Warner (-1,25%).