Bolsas norte-americanas se recuperam e operam em alta

Índices futuros apontavam queda após indicadores ruins, mas mercado reverteu o quadro após indicadores; ações do Facebook têm alta e da Nokia caem

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SÃO PAULO – Apesar dos contratos futuros sinalizarem índices em queda, as bolsas norte-americanas mostram ganhos nesta quarta-feira (5). A divulgação de indicadores mexeu com o pré-market, mas o mercado conseguiu reverter esse quadro já na abertura do pregão.

 O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, opera com valorização de 0,44% e atinge 13.094 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresenta alta de 0,19% a 1.408 pontos, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, sobe 0,18%, chegando a 3.080 pontos.

O indicador que aponta a produtividade do trabalhador nos EUA marcou avanço de 2,2%, valor acima do esperado pelo mercado. Já os gastos com mão de obra nos EUA teve aumento de 1,5%, quase em linha com as projeções.

Ainda nos EUA, o Departamento de Justiça norte-americano irá processar a British Petroleum por negligência em acidente ambiental ocorrido em 2010. O julgamento está marcado para 14 de janeiro de 2013.

Techs
Na ponta positiva dos destaques corporativos está o Facebook, que apresenta alta de 3,45% após seu CEO Mark Zuckerberg anunciar que não pretende vender suas ações da rede social nos próximos 12 meses.

Já a Nokia tem queda de 3,89% após lançar um novo smartphone, chamado Lumia 920, que vem com Windows 8. O aparelho é uma tentativa de recuperar o mercado perdido para seus concorrentes.

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Sinais de recessão
Na China, o PMI (Purchasing Manager’s Index) de serviços de agosto atingiu a mínima em um ano, conforme divulgado pelo HSBC nesta manhã. Dessa forma, as especulações por mais medidas de estímulo por lá voltam ao centro das atenções.

Na Europa os sinais também são negativos. O PMI Composto veio levemente abaixo dos números prévios – 46,3, contra expectativa anterior de 46,6 – e indica que o bloco da moeda comum entrará em recessão. Chama atenção o fraco desempenho da Alemanha, cujo número passou de 47,5 em julho para 47,0 em agosto. Valores abaixo de 50 mostram contração da atividade econômica. Especificamente no setor de serviços alemão, este encolheu no ritmo mais rápido em cerca de três anos. 

Por fim, ainda na Zona do Euro, as vendas no varejo, que avançavam há dois meses, mostraram recuo de 0,2% em julho, na comparação mensal. Apesar disso, o dado veio em linha com o esperado por analistas.

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Na espera por Mario Draghi
Na manhã de quinta-feira os membros do BCE se reunirão e a expectativa do mercado é que haja corte de juros. Mas o evento mais aguardado deve ser a fala de Mario Draghi, presidente da instituição, o qual deverá detalhar medidas de compra de títulos públicos de países em dificuldade. Aliás, o evento contará com uma aparição pouco comum: Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, também comparecerá à reunião do BCE, onde deverá apresentar um relatório sobre a situação na Zona do Euro. 

Enquanto isso, a Alemanha realizou um leilão de títulos visto como fraco nesta data. O tesouro do país não conseguiu captar os € 5 bilhões que pretendia em uma oferta de 10 anos – foram colocados no mercado apenas € 3,93 bilhões. O rendimento médio dos papéis saiu a 1,42%, sem alteração frente à última oferta do mesmo tipo, feita em 8 de agosto.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Dow Jones +0,44 13.094 -0,18 +7,17 
 S&P 500 +0,19 1.408 +0,96 +11,92 
 Nasdaq +0,18 3.080 +3,03 +18,24