Bolsas norte-americanas fecham em queda mesmo com forte recuperação no final do pregão

Conteúdo do Portal InfoMoney – Editoria Mercados

Por  Equipe InfoMoney

As bolsas norte-americanas fecharam o pregão de hoje em baixa moderada. Analistas de mercado atribuem o pessimismo dos investidores às reduções nas expectativas de resultados promovidas por empresas e corretoras, conseqüência direta do desaquecimento na atividade econômica. O dia teria sido pior, porém, não fosse a recuperação dos índices já no final do pregão, após o Federal Reserve divulgar o Consumer Credit relativo a novembro. Enquanto o mercado esperava algo em torno de US$ 8 bilhões, o índice real foi de US$ 12,9 bilhões. Para os investidores o número até que veio em boa hora, já que grande parte do que eles têm visto ultimamente são empresas diminuírem suas projeções de resultados, na maioria das vezes alegando diminuição nas vendas. Os papéis mais defensivos, como os de empresas de bens de consumo mantiveram-se em alta durante todo o pregão e foram os destaques positivos.

O Dow Jones Industrial, índice que concentra as blue chips norte-americanas, fechou em queda de 0,38%, a 10.621,35 pontos. Entre as empresas que apresentaram as maiores baixas, destaque para a American Express (-5,09%), Disney (-4,37%), Home Depot (-4,15%), e as fabricantes de bens de capital General Electric (-3,70%) e Honeywell (-2,66%). Já os destaques positivos foram Phillip Morris (+4,83%), após analistas do Credit Suisse First Boston recomendarem a compra das ações de empresas produtoras de tabaco e a fabricante de produtos de alumínio Alcoa (+1,51%), que elevou suas expectativas de lucro para o trimestre em 17%. Outras fabricantes de bens de consumo que também encerraram em alta foram Procter & Gamble (+2,17%), Coca Cola (+1,63%) e McDonaldïs (+0,19%).

O Nasdaq Composite, índice que reflete o desempenho dos papéis de empresas de tecnologia, fechou o pregão em queda de 0,49%, a 2.395,92 pontos. O portal Yahoo! (-5,70%) foi o destaque negativo, com pessimismo dos analistas de mercado quanto à divulgação dos resultados da empresa na próxima quarta-feira. Outras empresas que encerraram em baixa foram WorldCom (-1,36%), Oracle (-0,62%) e Cisco Systems (-0,21%). Por outro lado, a Dell, mesmo tendo suas projeções de lucro reduzidas pelo banco de investimentos Bear Stearns, fechou valorizada em 0,66%. Outras gigantes que também saíram do pregão em alta foram JDS Uniphase (+7,42%), Qualcomm (+6,59%), e Amazon (+2,58%). Os papéis da produtora de circuitos integrados Broadcom subiram 7,40%, com o anúncio de que a empresa adquiriu a fornecedora de circuitos para servidores ServerWorks por aproximadamente U$ 1 bilhão.

O S&P 500, índice que concentra os papéis das 500 maiores empresas norte-americanas, fechou em baixa de 0,19%, a 1.295,86 pontos. A Daimler Chrysler anunciou que cortará sua produção nos EUA em 26% para dar vazão ao excesso de estoques, enquanto a Ford e a GM tiveram suas previsões de lucro por ação reduzidas pela Goldman Sachs em 25% e 50% respectivamente. Com isso as ações da Ford caíram 2,38% e as da GM 2,66%. Outros destaques de queda foram Microsoft (-0,39%) e Intel (-0,38%). Já o destaque positivo do índice foi a fornecedora de energia elétrica da Califórnia Edison International (+16,36%), que ganhou na justiça o direito de reaver US$ 5 bilhões perdidos em congelamentos de tarifas impostos pelo governo e a companhia aérea US Airways (+11,39%), com rumores de que parte da empresa estaria sendo adquirida pela American Airlines.

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