Bolsas norte-americanas abrem em queda enquanto Apple atinge nova máxima

Ações da gigante de tecnologia chegam a valer US$ 683,29 cada; AIG cai após Tesouro colocar participação na seguradora a venda

Publicidade

SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos abrem o pregão desta segunda-feira (10) em queda, seguindo a tendência do Pré-Market. Após números decepcionantes do mercado de trabalho norte-americano divulgados na última sexta-feira (7), cresce a expectativa em torno de uma nova rodada de alívio quantitativo, conhecido por QE3.

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresenta desvalorização de 0,34% e atinge 3.126 pontos. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, abre em baixa de 0,22% a 13.277 pontos, enquanto o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, cai 0,21%, chegando a 1.435 pontos. 

Apple e AIG em destaque
No front corporativo, a AIG (American International Group) vê seu valor de mercado recuar 2%, após notícia de que o governo venderá parte de sua participação na companhia, em oferta de US$ 18 bilhões, diminuindo sua fatia da empresa de 53% para aproximadamente 20%.

Já a Apple tem seus papéis valorizando 0,12%, atingindo um novo recorde de preço, com cada ação custando US$ 683,29. O mercado aguarda o evento da próxima quarta-feira (12), quando a gigante da tecnologia deverá anunciar o iPhone 5.

Grécia e China
Na Europa, a Troika – grupo formado por Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional) negou alguns dos planos de cortes de gastos da Grécia, o que aumenta a preocupação quanto à próxima parcela do resgate. Entretanto, a trinca só deverá se pronunciar sobre o desembolso de novos recursos aos gregos em novembro, citou a revista alemã Der Spiegel, já que o relatório sobre o país deverá demorar mais do que se esperava para ficar pronto.

Enquanto isso, a China continua a chamar a atenção. E, mais uma vez, com números frustrantes. As importações caíram 2,6% em agosto, contra a expectativa de alta, assim como as exportações avançaram ligeiramente menos que o previsto, aos 2,7%, ambos na comparação anual. O país ainda mostrou uma desaceleração na produção industrial, que passou de 9,2% em julho para 8,9% em agosto, no menor ritmo desde maio de 2009. 

Continua depois da publicidade

Já a inflação se acelerou na passagem de julho para agosto. Influenciado pela alta na alimentação, o índice mostrou elevação de 2% nos valores, acelerando-se sobre os 1,8% de um mês antes.

Na espera do Consumer Credit
Na pauta de indicadores norte-americanos, está o Consumer Credit, que trará o volume de crédito concedido aos consumidores no mês de julho. O resultado, que será divulgado às 16h (horário de Brasília) deve mostrar um aumento de US$ 6,5 bilhões para US$ 10,0 bilhões no total de crédito.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 S&P 500 -0,21 1.435 +2,06 +14,10 
 Dow Jones -0,22 13.277 +0,52 +8,67 
 Nasdaq -0,34 3.126 +3,47 +19,98