Bolsas norte-americanas abrem em baixa, após concordata da WorldCom

Nasdaq Composite apresenta baixa de 0,81%, Dow Jones negocia com queda de 0,15% e S&P 500 abre caindo 0,14%

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos abriram o pregão desta segunda-feira em baixa, pressionada pelo pedido de concordata da WorldCom. No entanto, os bons resultados da 3M limitam as quedas nos EUA.

WorldCom anuncia concordata

Desbancando a Enron, a WorldCom, segunda maior operadora de telecomunicações de longa distância norte-americana, anunciou a maior concordata da história dos EUA. A companhia, controladora da Embratel, soma ativos da ordem de US$ 107 bilhões e passivos que superam US$ 40 bilhões.
O destino trágico da empresa já era esperado pelo mercado, não só pela sua frágil situação financeira, mas também devido à confirmação das fraudes nos balanços da companhia, que atingiram US$ US$ 3,85 bilhões.
FDA nega pedido da Bristol Myers

O órgão regulador norte-americano Food and Drug Administration (FDA) negou o pedido da farmacêutica Bristol Myers Squibb de negociar o regulador de pressão arterial Vanlev. No entanto, os papéis da rival Amgen apresentam valorização no before hours após o FDA ter aprovado seu medicamento Aranesp que controla anemia.
CSFB defende J&J

O banco de investimentos CSFB defendeu a Johnson&Johnson, que passa por um inquérito federal, mantendo a recomendação em “forte compra”, além de afirmar que os fundamentos da companhia continuam fortes e que a J&J continua apresetando um dos maiores crescimentos no ramo das farmacêuticas.

Finalmente, dentre as notícias corporativas que devem ditar o movimento das bolsas dos EUA, vale citar a publicação do jornal Wall Street Journal, que reportou que o conglomerado financeiro Citigroup utilizou uma técnica financeira não usual no caso Enron, ajudando assim a disfarçar o grande débito da companhia.
3M melhora seus resultados e perspectivas

Já em tom positivo, a 3M divulgou melhora nos seus resultados do segundo trimestre do ano, ultrapassando as expectativas de Wall Street, além de anunciar que espera alcançar as previsões do segundo semestre do ano.
A companhia lucrou US$ 539 milhões ou US$ 1,36 por ação, acima dos US$ 451 milhões ou US$ 1,12 por ação excluindo itens especiais registrados no ano anterior. O mercado esperava lucro em cerca de US$ 1,34 por ação. A receita subiu para US$ 4,16 bilhões frente aos US$ 4,08 bilhões do ano anterior, acima das expectativas de US$ 3,96 bilhões, com as vendas externas aumentando 5,7%, atingindo assim US$ 2,27 bilhões.
A 3M também afirmou esperar lucro de US$ 1,4 por ação no terceiro trimestre do ano, cinco centavos acima do anunciando anteriormente. O lucro por ação referente ao ano de 2002, excluindo itens especiais, deve ficar em US$ 5,3, acima das últimas previsões de US$ 5,15, e do resultado de 2001, de US$ 4,48 por ação.


Nasdaq é destaque negativo

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresenta desvalorização de 0,84% e atinge 1.308 pontos.
O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, abre em baixa de 0,74% a 841 pontos,
enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, cai 0,31%, chegando a 7.994 pontos.

No pregão de sexta-feira o índice Nasdaq Composite fechou em desvalorização de 2,79% atingindo 1.319 pontos,
o S&P 500 fechou em queda a 848 pontos e o
índice Dow Jones fechou em forte baixa de 4,64% chegando a 8.019 pontos.



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%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Dow Jones -0,31 7.994 -13,61 -20,23
S&P 500 -0,74 841 -14,93 -26,71
Nasdaq C -0,84 1.308 -9,22 -32,94