Bolsas mundiais têm dia misto com volatilidade chinesa e à espera de resgate grego

Os mercados financeiros começaram a se estabilizar perto do fim da semana passada depois que a China desacelerou o ritmo do tombo da moeda; Grécia segue no foco na Europa

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SÃO PAULO –  As bolsas asiáticas tiveram um dia misto nesta segunda-feira, com foco na volatilidade no mercado chinês. A relativa estabilidade do iuan não foi suficiente para aliviar as preocupações com a possibilidade de Pequim desvalorizar sua moeda ainda mais após a surpreendente decisão da semana passada.

O índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão recuava 0,97 por cento. Na semana passada, o índice recuou 2,6 por cento, após Pequim desvalorizar o iuan, golpeando os mercados financeiros globais e alimentando receios sobre a economia chinesa. Shangai subiu 0,73%, enquanto Hang Seng caiu 0,74%. Já o japonês Nikkei teve alta de 0,49%, com foco também no PIB do país, que registrou baixa de 1,6% no segundo trimestre e aumentou a pressão sobre o primeiro-ministro Shinzo Abe para intensificar seus esforços para impulsionar a economia após décadas de deflação.

A queda do iuan pressionou ativos de maior risco, como moedas emergentes, diante de temores de que a desvalorização daria início a uma guerra cambial. Mas os mercados financeiros começaram a se estabilizar perto do fim da semana passada depois que a China desacelerou o ritmo do tombo da moeda.

Em um sinal de que parte do alívio sentido perto do fim da semana passada pode estar desaparecendo em meio a expectativas de que as autoridades vão continuar a guiar o iuan mais para baixo, as ações em Xangai chegaram a cair 1,5 por cento, para depois recuperarem-se e fecharem em alta, em uma sessão volátil.

Na Europa, o dia é de leves quedas e altas, com o mercado na expectativa pelo progresso para o terceiro programa de resgate da Grécia. Segundo um porta-voz do Ministério das Finanças da Alemanha, o envolvimento do FMI no resgate grego permanece indispensável para a Alemanha.

Ele disse que a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, só vai propor que a instituição aumente seu envolvimento financeiro no resgate se a Grécia cumprir a exigências sobre a implementação de reformas até outubro e a primeira avaliação do resgate seja bem-sucedida.

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(Com Reuters) 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.