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Bolsas mundiais sobem em sua maioria em semana de ata do Fed e dados de inflação: os assuntos do mercado hoje

Mercados buscam alta após principais índices de Wall Street registrarem 8ª semana seguida de perdas; atenção ainda se volta para Davos

Por  Equipe InfoMoney -

Após uma semana negativa para os mercados globais, com preocupações sobre a escalada global de preços, os índices futuros de Nova York e bolsas da Europa operam majoritariamente em alta na manhã desta segunda-feira (23).

As bolsas asiáticas fecharam no campo positivo, com exceção do Hang Seng de Hong Kong que caiu puxado pelo recuo das ações de tecnologia.

O mercado segue bastante atento e sensível a novos sinais de aperto monetário, sobretudo nos Estados Unidos, onde a ata da última reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve, é um dos principais destaques. A minuta será divulgada na tarde da próxima quarta-feira (25).

Os investidores também aguardam um novo lote de resultados corporativos nos EUA esta semana, incluindo uma série de grandes nomes do varejo. O Zoom Video deve divulgar os resultados nesta segunda-feira, seguido pela Costco, Nvidia, Dollar General, Nordstrom e Macy’s no final da semana.

O Fórum Econômico Mundial começou em Davos no domingo, reunindo líderes políticos e empresariais de todo o mundo. A cúpula deste ano ocorre após vários anos de pandemia de Covid-19 e em meio à invasão da Ucrânia pela Rússia, que deve figurar no topo da agenda.

Com relação aos indicadores da semana, a agenda é agitada nos EUA, com Powell, a ata do Fed, PCE de abril, além do PIB. Por aqui, a inflação está em foco, com o IPCA-15 e a votação do projeto do ICMS sobre os combustíveis.

Confira mais destaques:

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta segunda-feira (23) após o Dow Jones cair pela 8ª semana consecutiva com temores de uma recessão global. O desempenho foi o pior desde 1923.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,39%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,42%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,34%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em alta, com exceção de Hang Seng de Hong Kong que foi afetado negativamente pelas ações de tecnologia.

Xangai reabriu parte de seu sistema do Metrô neste domingo. Ele estava paralisado há quase dois meses.

Apesar disso, os passageiros precisam apresentar fortes razões para usar o transporte, segundo reportagem da Reuters. Enquanto isso, Pequim registrou recorde de casos no final de semana.

Ainda em destaque, o presidente americano, Joe Biden, chegou ao Japão no domingo para lançar um plano econômico que prevê maior participação dos Estados Unidos no Indo-Pacífico e que está sendo criticado antes mesmo de ser anunciado porque oferecerá poucos benefícios para países da região.

Em entrevista que desagradou autoridades chinesas, Biden disse que EUA interviriam militarmente sob a hipótese de uma invasão da China em Taiwan. Por outro lado, o presidente afirmou que reconsiderará algumas tarifas impostas sobre produtos chineses durante a administração Donald Trump.

  • Shanghai SE (China), +0,01%
  • Nikkei (Japão), +0,98%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -1,19%
  • Kospi (Coreia do Sul), +0,31%

Europa

Os mercados europeus sobem apesar dos temores de crescimento global. A alta de hoje ocorre depois que os mercados regionais fecharam em alta na sexta-feira, após uma semana de negociação volátil.

Apesar do fechamento em alta, as ações europeias ainda registraram uma semana negativa.

Entre os indicadores econômicos, o índice de confiança de empresários na Alemanha veio melhor do que o esperado, a 93 pontos, e o de expectativas em 86,9 (ante projeção e 86,5). O instituto IFO disse que por ora não existem sinais de recessão no país.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,68%
  • DAX (Alemanha), +0,70%
  • CAC 40 (França), -0,09%
  • FTSE MIB (Itália), -0,95%

Commodities

As cotações do petróleo sobem na sessão de hoje (23), com a demanda de combustível dos EUA, oferta apertada e um dólar um pouco mais fraco apoiando o mercado, enquanto Xangai se prepara para reabrir depois que um bloqueio de dois meses alimentou preocupações com uma forte desaceleração no crescimento.

  • Petróleo WTI, +0,50%, a US$ 110,84 o barril
  • Petróleo Brent, +0,64%, a US$ 113,27 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 4,41%, a 863,50 iuanes, o equivalente a US$ 129,63

Bitcoin

  • Bitcoin, +2,74% a US$ 30.340,70 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Na semana, a agenda de dados econômicos será agitada nos EUA, com destaque para ata do Comitê de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve. A minuta é a da última reunião realizada pela autoridade, nos dias 3 e 4 de maio, e na qual o Fed acelerou o ritmo de alta de juros, elevando a taxa em 50 pontos base. O documento será divulgado na tarde da próxima quarta-feira (25).

Um dia antes, na terça (24), os investidores vão conhecer a prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) do mês de maio. O Itaú acredita em uma alta mensal de 0,42% para o IPCA-15, levando a taxa anual para 12,01%, uma leve desaceleração em relação a abril, quando o acumulado de 12 meses estava em 12,03%.

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Na quinta-feira (26) estão previstos os números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O Itaú acredita que o emprego no setor privado continuou a avançar em Brasil e se os números confirmarem isso, será o quarto mês consecutivo do Caged em território positivo. O Bradesco também acredita em um saldo robusto de contratações no mercado formal de trabalho.

Na sexta-feira, teremos os dados de gastos e renda das famílias americanas referentes a abril, bem como o deflator do consumo, que é o principal índice de inflação monitorado pelo FED.

Na agenda internacional, a semana será marcada pela divulgação de uma série de PMI’s, índices de gerentes de compras que acompanham o desempenho de empresas do setor privado.

Brasil

8h: IPC-S semanal

14h: Guedes se reúne com copresidente da gestora General Atlantic em Davos

15h: Balança comercial semanal

EUA

9h30: Índice de atividade nacional Fed Chicago mensal

13h: Presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, faz discurso em evento no Rotary Club

20h30: Presidente do Fed de Kansas City, Esther George, discursa no Simpósio de Agricultura da autoridade monetária

Japão

21h30: PMI

3. Fórum Econômico Mundial de Davos

Fórum Econômico Mundial voltou a ser presencial depois de dois anos de pandemia. A abertura oficial foi neste domingo, com um jantar oferecido por Klaus Schwab, o fundador e atual chairman da organização que faz o evento.

A expectativa é receber 50 chefes de Estados, porém o mais esperado não estará pessoalmente. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, falará por vídeo – a partir das 6h15 (pelo horário de Brasília), em conversa conduzida por Schwab –, mas seu ministro da Economia, Serhiy Marchenko, irá a Davos para alguns event

Lira diz que limite a ICMS de combustíveis “é essencial”

O presidente da Câmara, Arthur Lira, reafirmou neste domingo que irá colocar em votação nesta semana o projeto que limita a 17% o ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, comunicações e transportes coletivos. O texto classifica os setores elencados como bens e serviços essenciais, vedando a possibilidade de que eles sejam tratados como supérfluos. Na prática, barra a aplicação de alíquotas tributárias maiores.

Bolsonaro nega que vá assinar MP para taxar compra por aplicativos

A fala do presidente é contrária à sinalização de Guedes, quando citou a criação de um digitax como uma forma de “equalizar o jogo”.

Para Bolsonaro, irregularidades nestes serviços devem ser combatidas com fiscalização e não aumento de impostos.

4. Covid

No último domingo (22), o Brasil registrou 23 mortes e 6.315 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 102, aumento de 21% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 14.644, o que representa baixa de 10% em relação ao patamar de 14 dias antes.

Chegou a 165.432.925 o número de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 77,01% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 177.837.156 pessoas, o que representa 82,78% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 90.408.841 pessoas, ou 42,08% da população.

5. Radar Corporativo

B3 (B3SA3)

A B3 anunciou na sexta-feira (20) a revisão final das estatísticas de fluxo de entrada e saída de investidores estrangeiros.

Foi feita uma revisão do saldo total, nos mercados primário e secundário, de recursos estrangeiros que entraram na bolsa brasileira em 2021 de R$ 102,3 bilhões para R$ 41,5 bilhões.

A revisão ocorre após a operadora da bolsa identificar um erro metodológico, divulgado em abril, que havia distorcido os números desde outubro de 2020.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) aprovou na sexta resolução para alterar as regras da capitalização da Eletrobras (ELET3; ELET6), dias após o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovar o processo de privatização da estatal.

Como a capitalização não será feita com as ações de propriedade direta da União, o preço por ação será uma decisão exclusiva da Eletrobras, do BNDES e do BNDESpar, segundo as suas governanças internas.

Banco Modal (MODL11)

O Banco Modal (MODL11) distribuirá juros sobre capital próprio (JCP) no valor R$ 22 milhões, sendo R$ 0,032092 por ação ordinária e preferencial e R$ 0,096276 por Unit. Farão jus aos JCP os acionistas constantes da base acionária da companhia em 26 de maio e o pagamento ocorrerá em 7 de junho.

Gol (GOLL4)

A Gol comunicou que o aumento de capital social da companhia, aprovado pelo conselho de administração no início de abril, foi homologado.

A operadora levantou o montante de R$ 948,5 milhões com a subscrição de 22.230.606 ações preferenciais (PN).

Com isso, o capital social da companhia passa a ser de R$ 4,197 bilhões, dividido em 3.200.350.715 ações, sendo 2.863.682.710 ações ordinárias e 336.668.005 ações preferenciais.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

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