Mercados mundiais

Bolsas mundiais sobem com a divulgação de dados econômicos positivos; petróleo brent supera US$ 70 o barril

PMI (Índice do Gerente de Compras) Caixin/Markit de manufatura da China, marcou 52 pontos, acima da expectativa

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(Shutterstock)

Os índices futuros americanos têm leves altas nesta terça, com a reabertura das bolsas após o feriado de Memorial Day. As últimas sessões de maio foram marcadas pela divulgação de indicadores positivos relativos ao mês.

Em maio, o Dow fechou o mês de maio com alta de 1,93% e o S&P 500, com alta de 0,55%, a uma distância de apenas 0,8% de seu patamar recorde. O índice Nasdaq fechou a sexta-feira com alta de 2,06% na semana. No mês, no entanto, o índice, que é marcado por ações de tecnologia, fechou com queda de 1,53%, interrompendo uma série de seis meses de ganhos.

Dados divulgados na sexta-feira (28) indicam que a inflação medida pelo núcleo do PCE (gastos pessoais com consumo na sigla em inglês) subiu 3,1% em abril, acima do esperado. O Departamento do Comércio dos Estados Unidos afirmou que as pressões de preços se acirraram na economia em rápida expansão do país.

A previsão era de que o núcleo dos gastos com consumo pessoal crescesse 2,9%, após ter subido 1,9% em março. Autoridades do Federal Reserve consideram a medida o melhor indicador de inflação, apesar de manter várias outras métricas no radar.

O índice captura movimentos de preços entre várias mercadorias e serviços. Ele é considerado, de forma geral, uma medida mais ampla para a inflação, já que captura mudanças no comportamento do consumidor e tem um escopo mais amplo do que o índice de preços do consumidor do Departamento de Emprego, que acelerou 4,2% em abril.

O Fed considera o patamar de 2% do PCE saudável, apesar de estar comprometido a permitir que o nível médio atinja patamares mais altos do que o normal, como forma de promover emprego pleno nos Estados Unidos.

Na comparação mensal, o índice subiu 0,7% em maio, também acima da expectativa, de 0,6%. Quando se compara os preços mais voláteis de alimentos e energia, o PCE subiu 3,6% na comparação anual, e 0,6% em março.

Apesar da alta do indicador forte de inflação, o rendimento dos títulos do Tesouro americano tiveram em sua maioria quedas antes do final de semana, quando os Estados Unidos se encaminharam para o feriado.

Além disso, um outro indicador, o índice de manufatura de Chicago, marcou 75,2 pontos, o maior nível desde novembro de 1973. E o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan recuou a 82,9 pontos, pouco abaixo da estimativa de 83 pontos, e abaixo dos 88,3 pontos da leitura anterior.

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A alta de inflação foi acompanhada por uma desaceleração aguda da receita pessoal, que recuou 13,1%, abaixo, no entanto, da estimativa de recuou de 14%. Em março, a renda havia tido uma alta pontual de 20,9%, impulsionada pela última rodada de estímulos do governo.

Apesar do recuo de US$ 3,2 trilhões na receita pessoal, a taxa de poupança se manteve em níveis elevados, em 14,9%. Os gastos do consumidor subiram 0,5%, em linha com as estimativas. A renda disponível, depois de impostos e outras obrigações, caiu 14,6%.

Apesar dos indicadores de inflação forte, o Fed continua relutante em alterar sua política. O banco central americano continua a comprar ao menos US$ 120 bilhões em títulos todos os meses, e mantém as taxas de juros de curto prazo para empréstimos ancoradas próximo a zero, mesmo com a economia em ascensão.

Os membros do Fed vêm indicando que enxergam a pressão sobre os preços como temporária, causada por problemas nas cadeias de fornecimento e comparações com o ano anterior, quando a economia permaneceu em grande medida fechada.

As bolsas asiáticas fecharam em sua maioria em altas na terça, quando foi divulgado o índice PMI (Índice do Gerente de Compras) Caixin/Markit de manufatura da China, que marcou 52 pontos, acima da expectativa de uma leitura de 51,9 pontos de analistas ouvidos pela agência internacional de notícias Reuters. O índice de abril havia pontuado 51,9 pontos.

Além disso, o PMI oficial relativo a maio, divulgado na segunda, marcou 51 pontos, levemente abaixo dos 51,1 pontos esperados por analistas ouvidos pela Reuters. Qualquer valor acima de 50 pontos indica expansão; abaixo, retração.

O índice Shanghai composto, da China continental, fechou com alta de 0,26% na terça, enquanto que o componente Shenzhen, também da China, subiu 0,256%. O Hang Seng Index, de Hong Kong, subiu 0,9%.

O Nikkei, do Japão, recuou 0,16%, enquanto que o Kospi, da Coreia do Sul, fechou em alta de 0,56%.

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Na segunda-feira, as principais bolsas europeias fecharam em baixas, após uma sessão amena, marcada por feriados nacionais no Reino Unido e nos Estados Unidos e por dados sobre inflação na Alemanha e na Espanha.

Nesta terça, o otimismo com a recuperação da economia da região contribui para que as bolsas europeias tenham altas, depois de acumularem em maio seu quarto mês consecutivo de ganhos.

O índice PMI IHS Markit final de manufatura relativo a maio indicou que a atividade na Zona do Euro atingiu o patamar recorde de 63,1 pontos, frente a 62,9 pontos em abril, superando a estimativa inicial de 62,8 pontos.

No Reino Unido, a atividade fabril subiu a 65,6 pontos em maio, frente a 60,9 pontos em abril, a alta mais acentuada desde o início do registro do indicador, e um sinal de ressurgência da indústria do país com novos pedidos.

Nesta terça, o índice Eurostoxx, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, sobe 0,9%, atingindo um novo patamar recordes. O setor de recursos básicos lidera os ganhos, com alta de 3,2%. Todos os setores e principais bolsas operam em território positivo.

Na segunda, a Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia, propôs que turistas vacinados sejam eximidos de realizar medidas de testagem ou quarentena enquanto estiverem viajando entre países europeus. O movimento a favor do afrouxamento de restrições de viagens vem em meio ao avanço da vacinação no continente.

No mercado de commodities, o contrato futuro para agosto do petróleo brent superou os US$ 70 o barril com as perspectivas otimistas para a demanda de combustível durante a temporada de verão nos Estados Unidos, o maior consumidor de petróleo do mundo. Os preços também aceleraram depois dos dados da China mostrando que a atividade fabril teve uma expansão mais rápida este ano. A sessão também é de alta para o minério de ferro, cujo contrato futuro tem salto na Bolsa de Dalian.

Veja o desempenho dos principais índices às 6h40 (horário de Brasília):
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,43%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,42%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,51%
Europa
*Dax (Alemanha), +1,46%
*CAC 40 (França), +0,84%
*FTSE MIB (Itália), +1,24%
Ásia
*Nikkei (Japão), -0,16% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +1,08% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,56% (fechado)
*Shanghai SE (China), +0,26% (fechado)
Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, +2,805%, a US$ 68,17 o barril
*Petróleo Brent, +2,19% a US$ 70,84 o barril
*Bitcoin +0,21%, a US$ 36.213,66
**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com alta de 7,29%, cotados a 1169,5 iuanes, equivalente hoje a US$ 183,33 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,38

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