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SÃO PAULO – Mais uma vez, os próximos passos das autoridades sobre a política monetária guiam os mercados acionários. Tanto as bolsas europeias quanto as asiáticas seguem “na defensiva”, com as primeiras registrando menores perdas do que as últimas, esperando tanto por mais sinais do Federal Reserve, dos EUA, de quando iniciará o ritmo de redução do QE3 (Quantitative Easing 3), quanto pelas reuniões de autoridades na China e na Europa.
O dia foi de baixa para as bolsas asiáticas, que seguem na expectativa por importantes eventos econômicos nos próximos dias. Na China, além da pressão em meio ao cenário de liquidez mais apertada apontada pelo Banco do Povo – o jornal China Securities informou que os quatro grandes bancos do país estenderam a menor quantidade de novos empréstimos em outubo -, o mercado fica no aguardo do início da Terceira Sessão Plenária do Partido Comunista a ser iniciada na próxima semana e que pode definir o futuro das políticas públicas para o gigante asiático. Além disso, serão divulgados na próxima sexta-feira os dados da balança comercial e o índice de preços de outubro.
BoE e BCE guiam bolsas europeias
Enquanto isso, na Europa, os investidores ficam atentos ao encerramento das reuniões de política monetária do BCE (Banco Central Europeu) e do BoE (Bank of England), que acontecerá às 10h45 (horário de Brasília) e 10h, respectivamente. Às 11h30, o presidente do BCE, Mario Draghi, concederá entrevista coletiva. A expectativa de parte dos mercados europeus é de que haja um corte na taxa básica de juros pela autoridade monetária do bloco.
Os mercados, mais uma vez, esperam pelos números da economia norte-americana, que devem sinalizar a que ritmo o Federal Reserve deve reduzir o QE3, programa mensal de compra de títulos no valor de US$ 85 bilhões. Caso os dados mostrem certa melhora da economia, a expectativa é de que uma redução dos estímulos, o chamado “tapering”, aconteça de forma mais rápida. Com isso, os mercados ficam de olho no relatório de emprego, que será divulgado na próxima sexta-feira.
Nesta sessão, destaque para os números dos pedidos de auxílio-desemprego da semana passada, o PIB (Produto Interno Bruto) preliminar do segundo trimestre e dados do crédito ao consumidor em setembro, apresentado pelo Federal Reserve.
Já no noticiário corporativo, destaque para os resultados do alemão Commerzbank, que vê seus papéis subirem mais de 7% após registrar uma alta de 15% no lucro líquido no terceiro trimestre e para a Siemens, que apresentou uma leve alta no lucro, mas acredita em melhores números para 2014.
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Nos EUA, deve chamar atenção o IPO (Initial Public Officer) do Twitter, que foi precificado acima da faixa esperada, a US$ 26 por ação.