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SÃO PAULO – Os mercados mundiais iniciam esta quarta-feira (16) com sinais distintos. Enquanto os índices europeus e a maioria dos asiáticos registram queda, os contratos futuros norte-americanos apresentam alta, com o impasse sobre o teto da dívida do país chegando a um ponto crítico – o Tesouro estimou que caso o limite não seja aumentado, a partir de amanhã o país entrará em um default técnico.
Com o prazo se esgotando, a agência de classificação de risco Fitch ameaçou na véspera cortar o rating dos EUA, citando que as autoridades não elevaram o teto da dívida no tempo certo, o que levanta dúvidas sobre a qualidade do crédito norte-americano e pode levar a uma crise de confiança, que afetaria a base da economia mundial. A última vez que o país teve seu rating cortado foi em agosto de 2011, quando o Congresso também enfrentava um impasse sobre a mesma questão.
Republicanos e democratas tem realizado sucessivas reuniões e tentativas de acordo, mas o impasse continua e diversos departamentos do governo norte-americano entram em seu 16º dia de paralisação, o que afeta inclusive a divulgação de indicadores econômicos, como o relatório de emprego, um dos mais importantes para o mercado.
Europa em queda
Na Europa, os principais índices acionários encerram uma forte sequência de ganhos, com as preocupações sobre os EUA pesando sobre o apetite por risco dos investidores, que preferem realizar os ganhos acumulados nos últimos dias a investir em mais ativos de risco. Por lá, o índice de preços ao consumidor subiu 1,1% em setembro, em linha com o esperado.
Na Itália, o primeiro-ministro Enrico Letta apresentou o orçamento do país para 2014, citando que pela primeira vez em muitos anos o orçamento não apresenta aumento em taxas ou cortes sociais. Já na Grã-Bretanha, a taxa de desemprego permaneceu em 7,7% em agosto, enquanto o número de empregados subiu para uma máxima recorde. Por fim, na Alemanha, o Partido Verde afirmou não ver terreno suficiente para formar um governo comum com a chanceler Angela Merkel, levando assim o grupo a ter que negociar com o PSD (Partido Social Democrata), o maior da oposição, em meio a divergências de pensamento sobre diversos assuntos.