Bolsas mundiais operam mistas antes de falas de membros do Fed; varejo no Brasil e mais destaques

Investidores também repercutem iniciativas de Pequim para conter perdas nos mercados acionários locais

Felipe Moreira

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Os principais mercados mundiais amanhecem sem direção definida nesta quarta-feira (7), com investidores aguardando mais sinais sobre os rumos dos juros nos EUA por parte dos membros do Federal Reserve (Fed), enquanto avaliam os impactos das medidas da China para apoiar seu mercado. Falam hoje os dirigentes do Fed Susan Collins, Adriana Kugler e Tom Barkin, além de Michelle Bowman.

No Brasil, a quarta será movimentada, com apresentação dos dados da balança comercial de janeiro e resultado primário de dezembro, além das vendas no varejo no mês de dezembro. A temporada de balanços segue ganhando tração, com Bradesco (BBDC4) divulgando seus números hoje, antes da abertura. O banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 2,88 bilhões, abaixo da projeção LSEG de R$ 4,57 bilhões. Já o presidente do BC, Roberto Campos Neto, fará palestra em São Paulo.

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam mistos, com os investidores analisando outra leva de resultados trimestrais no meio da temporada de lucros corporativos. As empresas que divulgam resultados nesta quarta-feira incluem Uber, News Corp, PayPal e Walt Disney. As expectativas para a Disney são de receita estável e queda nos lucros.

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Veja o desempenho dos mercados futuros:

Dow Jones Futuro: +0,03%

S&P 500 Futuro: -0,01%

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Nasdaq Futuro: +0,04%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam sem direção única nesta quarta-feira, com as chinesas estendendo ganhos ainda em reação a iniciativas de Pequim para conter perdas nos mercados acionários locais. Ontem, um grande fundo de investimento e o regulador de valores mobiliários da China se mobilizaram na tentativa de resgatar as bolsas do país, que vinham acumulando fortes perdas em meio a preocupações com a fragilidade da recuperação da segunda maior economia do mundo.

Shanghai SE (China), +1,44%

Nikkei (Japão): -0,11%

Hang Seng Index (Hong Kong): -0,34%

Kospi (Coreia do Sul): +1,30%

ASX 200 (Austrália): +0,45%

Europa

Os mercados europeus operam sem direção única, em meio a incerteza contínua sobre a perspectiva de corte das taxas de juros. As dúvidas sobre o ritmo de cortes nos juros surgiram depois de o presidente do Federal Reserve dos EUA, Jerome Powell, ter sinalizado na semana passada que os investidores poderão ter de esperar mais tempo do que o mercado projetava por uma mudança na política de juros do banco central.

FTSE 100 (Reino Unido): -0,22%

DAX (Alemanha): -0,18%

CAC 40 (França): +0,03%

FTSE MIB (Itália): +0,16%

STOXX 600: -0,07%

Commodities

As cotações do petróleo operam no campo positivo, com estimativas menores de crescimento da produção dos EUA, aliviando as preocupações com o excesso de oferta.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, depois que Pequim sinalizou que as autoridades estavam intensificando os esforços para apoiar os mercados em queda. O contrato de minério de ferro mais ativo de março, SZZFH4, na Bolsa de Cingapura, operava perto da estabilidade em US$ 125,05 a tonelada.

Petróleo WTI, +0,68%, a US$ 73,81 o barril

Petróleo Brent, +0,59%, a US$ 79,05 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 1,12%, a 944,00 iuanes, o equivalente a US$ 132,75

Bitcoin

2. Agenda

A agenda desta quarta-feira é marcada por pelas vendas no varejo no Brasil, além de dados da balança comercial brasileira e americana.

Brasil

8h: Antecedente de emprego de Janeiro     

8h30: Resultado primário dezembro; consenso LSEG estima deficit de R$ 124,35 bilhões

9h: Vendas no varejo de dezembro; consenso LSEG prevê queda mensal de 0,2%, mas alta anual de 2,9%

10h: Campos Neto profere palestra no evento Blue Connections, promovido pelo Meio & Mensagem.

15h: Balança comercial janeiro; consenso LSEG projeta superávit de US$ 7,35 bilhões

EUA

10h: Balança comercial dezembro; consenso LSEG prevê déficit de US$ 62,2 bilhões

12h30: Estoques de petróleo semanal; consenso LSEG proejta +2,133 mi barris

3. Noticiário econômico

Governo aumenta limite de isenção do IR em 2 salários mínimos

O governo federal anunciou, na noite da última terça-feira (6), o aumento na faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para dois salários mínimos. É o segundo aumento na isenção desde o início deste governo. O teto de isenção, que estava congelado em R$ 1.903,98 desde 2015, subiu em maio de 2023 para R$ 2.640,00 e agora vai para R$ 2.824,00.

Governo promete enviar projeto para tirar reoneração da folha de MP

A reoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia deve sair da medida provisória (MP) editada no fim do ano passado e ser transferida para um projeto de lei com urgência constitucional. O acordo foi selado ontem (6) após uma reunião de líderes da base aliada no Senado com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

4. Noticiário político

Senado deve analisar PEC que proíbe militares da ativa de se candidatarem

O Senado deve analisar hoje a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que obriga integrantes das Forças Armadas a passarem para a reserva caso queiram ser candidatos em disputas eleitorais. Se aprovado, o texto segue para análise da Câmara. O texto estabelece que candidatos militares só podem passar para a reserva remunerada se tiverem mais de 35 anos de serviço.

5. Radar Corporativo

Bradesco (BBDC4)

O Bradesco (BBDC4) registrou aumento de 80,4% no lucro líquido recorrente no terceiro trimestre de 2023 em relação a igual período do ano passado, saindo de R$ 1,595 bilhão para R$ 2,878 bilhões. O resultado ficou bem abaixo da média da LSEG, que projetava lucro de R$ 4,57 bilhões.

TIM (TIMS3)

A TIM (TIMS3) reportou lucro líquido de R$ 900 milhões no quarto trimestre de 2023 (4T23), montante 52,6% superior ao reportado no mesmo intervalo de 2022, informou a companhia nesta terça-feira (6). O consenso LSEG previa lucro líquido de R$ 960 milhões.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)