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SÃO PAULO – Após dias tensos e com fortes oscilações com a iminência de uma intervenção militar na Síria, os mercados mundiais deixam o momento de tensão e respondem positivamente a dados chineses que mostraram nesta terça-feira (10) que o país pode estar retomando sua rota de crescimento. Com a possibilidade do ataque norte-americano ser adiado ou nem mesmo ocorrer, os principais índices acionários mundiais voltam sua atenção para dados econômicos, que nesta sessão, foram positivos.
Na China, a produção industrial superou as expectativas em agosto, com alta de 10,4% em relação à 2012, ante avanço de 9,7% no mês anterior. Além disso as vendas no varejo subiram 13,4% na mesma base comparativa, em linha com o esperado por analistas.
O crescimento do setor industrial impulsiona os índices asiáticos e europeus, com mineradoras liderando os ganhos, uma vez que a China é a maior consumidora de minério de ferro do mundo. Por lá, o índice Shanghai fechou em sua máxima em 3 meses e o japonês Nikkei subiu 1,54%, para 14.423 pontos.
No Velho Continente, o apetite por risco dos investidores com os dados chineses “ignora” a produção industrial francesa, que recuou 0,6% em agosto, ante previsões de crescimento de 0,7%. Na Itália, a última estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre mostrou contração de 0,2%, como esperado.
Possibilidade de confronto na Síria diminui
Na véspera, um pedido feito pela Rússia diminuiu a possibilidade de uma intervenção militar na Síria, com o pedido para que Bashar Assad entregue seu arsenal químico aos cuidados internacionais para evitar o confronto. O pedido aparentemente foi bem recebido na Síria, o que deve adiar a decisão de Barack Obama sobre a questão.
Por outro lado, a Casa Branca vê com ceticismo a entrega das armas, no que considera poder ser um truque sírio para evitar o confronto.