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SÃO PAULO – As bolsas mundiais têm um dia de cautela com os índices europeus chegando aos menores níveis desde 2007 nesta sexta-feira (27). Mesmo após discursos mais “dovish” (moderados) da presidente do Federal Reserve – o banco central norte-americano -, Janet Yellen no Congresso dos Estados Unidos, as especulações para um aumento dos juros na maior economia do mundo se renovaram. O mercado ficará de olho na segunda prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA que será divulgada às 10h30.
Ontem, o núcleo do CPI (Índice de Preços ao Consumidor) nos EUA foi divulgado e mostrou alta de 0,2% em janeiro, lembrando que um dos principais motivos para a espera do Fed antes de subir juros é o risco de deflação.
Na Alemanha, o Parlamento aprovou a extensão do resgate da Grécia, após o ministro das Finanças, Wolfgang Schaeuble, que tem expressado dúvidas sobre a confiabilidade da Grécia, ter dito que não será permitido a Atenas que “chantageie” seus parceiros da zona do euro.
Com 542 parlamentares votando a favor, incluindo quase todos da coalizão da chanceler Angela Merkel mais o Partido Verde, de oposição, a proposta obteve a maioria mais ampla para qualquer pacote de resgate da zona do euro até agora na câmara de 631 assentos.
Ásia
Do outro lado do mundo, a maioria das bolsas asiáticas fechou em queda após uma queda abrupta nos preços do petróleo na sessão anterior ter minado o apetite por risco. No entanto, depois de cair forte ontem, o petróleo volta a subir nesta sexta, o barril do WTI (West Texas Intermediate) tendo alta de 1,72%, a US$ 49.
Contudo, no Japão, dados sólidos sobre a atividade industrial e um iene fraco levaram o índice Nikkei a subir 0,06%, a 18.797 pontos, nível mais alto de fechamento desde abril de 2000. “Os estímulos parecem estar animando alguns dos principais mercados do mundo, incluindo o Japão e a zona do euro. Os dados europeus recentes também têm mostrado alguns sinais positivos e isso realmente animou os investidores a impulsionar o avanço das ações”, disse o estrategista de mercado do IG Stan Shamu, em nota.
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(Com Reuters)