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SÃO PAULO – Uma tentativa de recuperação toma conta das bolsas mundiais nesta terça-feira (30) ainda que o furacão Sandy continue a preocupar os investidores. Por conta do desastre natural, os mercados norte-americanos ficam inoperantes pelo segundo dia consecutivo. É a primeira vez que isto acontece em mais de um século.
O furacão começou a varrer a costa leste dos EUA na noite de segunda-feira, matando pelo menos 15 pessoas nos país. A ilha de Manhattan ficou alagada, com partes da cidade de Nova York às escuras devido ao corte do fornecimento de energia.
“É provável que [o furacão] tenha um impacto negativo sobre a economia dos EUA, uma vez que atingirá as vendas no varejo em outubro, mas ainda é cedo para dizer quão grande será o efeito”, afirma a equipe do Danske Bank, em relatório.
Agenda cancelada
Também devido à catástrofe natural, a publicação do índice de confiança do consumidor norte-americano do Conference Board e o discurso do presidente do Federal Reserve de Nova York foram cancelados. Contudo, a divulgação do índice de preços de casas, medido pela Standard & Poor’s, foi mantida.
Referências do Brasil
No ambiente nacional, a FGV (Fundação Getulio Vargas) publica o IGP-M e o Banco Central lança a nota de política fiscal. Já na temporada de balanços, destaque para o resultado trimestral da Lojas Renner (LREN3), SulAmérica (SULA11) e TIM (TIMP3), que serão divulgados depois do fechamento do pregão.
Zona do euro
Na Europa, a situação econômica da Espanha continua preocupando os investidores. O PIB (Produto Interno Bruto) do país encolheu 0,3% no terceiro trimestre, na comparação trimestral. Em termos anualizados, o indicador registrou queda de 1,6%. O resultado indica que o país continua em recessão.
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A agenda europeia ainda reserva dados sobre a confiança dos consumidores e das empresas na zona do euro. Por lá, também está programado um discurso do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, em Frankfurt.
Reunião do BoJ
No continente asiático, o destaque ficou com o resultado de política monetária do BoJ (Bank of Japan). O banco anunciou a ampliação do programa de compra de ativos em 11 trilhões de ienes – incluindo 1 trilhão de ienes em ativos de riscos como os fundos ETF. A medida veio em linha com o esperado, mas parte dos investidores esperava uma flexibilização um pouco maior por parte do BoJ.