Comentário Diário

Bolsas marcam leve queda enquanto EUA inicia reunião de política monetária

Fomc começa a primeira reunião no ano, depois do último evento ter sido marcado por sinais de que os estímulos poderiam ser retirados antes do esperado

SÃO PAULO – Como vem acontecendo desde a última semana, os mercados acionários internacionais mostram poucas oscilações durante o período da manhã. Nesta terça-feira (29), o principal indicador para os investidores até o momento não surpreendeu: a confiança dos consumidores da Alemanha mostrou estabilidade em janeiro.

As atenções do mercado agora se voltam para os EUA, onde os membros do Fomc (Federal Open Market Committee) dão início a uma reunião de dois dias, para avaliar os atuais programas bilionários de compras de ativos.

Na Europa, o dia é de leves perdas. A pior trajetória fica por conta do Ibex 35, responsável por seguir o desempenho da bolsa de Madri, que cai 0,26%. A exceção fica por conta do FTSE 100, de Londres, que sustenta ligeiros ganhos de 0,18%, sustentado pelas mineradoras. Seguindo uma alta nos preços das commodities, as ações do setor marcam fortes ganhos.

A última reunião do comitê, que se assemelha ao Copom (Comitê de Política Monetária) no Brasil, ocorreu em meados de dezembro, e surpreendeu o mercado ao revelar que alguns membros sinalizavam para a retirada dos estímulos à economia antes do esperado pelo mercado.

No cenário corporativo, a temporada de resultados continua intensa por lá, com a divulgação dos números de empresas como Ford, Pfizer e U.S. Steel. Chama atenção também o Goldman Sahcs, que durante a madrugada vendeu US$ 1 bilhão em ações da chinesa Internacional and Commercial Bank of China.

Para o restante do dia os investidores avaliam mais dois indicadores nos EUA. Às 12h00 será anunciado o S&P/Case-Shiller Home Price para novembro, responsável por medir os preços dos imóveis por lá, enquanto às 13h00 será anunciada a confiança do consumidor em janeiro.

Na agenda local, a FGV (Fundação Getulio Vargas) mostrou uma confiança da indústria praticamente estável entre dezembro e janeiro, apesar da ligeira alta (de 106,4 pontos para 106,5 pontos) ser o suficiente para renovar a máxima desde junho do ano passado.

Esse alta se deve a uma melhora no índice que mede a situação atual da indústria, enquanto houve uma ligeira deterioração no índice que mede as expectativas. Já o nível de utilização da capacidade instalada avançou em janeiro e alcançou a máxima desde fevereiro de 2011, aos 84,5%.

Entre os países emergentes, destaque para a Índia. Por lá, o banco central do país cortou a principal taxa de juros de 8% ao ano para 7,75% ao ano, na primeira redução dos juros desde abril do ano passado.

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