Bolsas mantêm instabilidade no início da tarde, mesmo com menor aversão ao risco

Apetite ao risco aumenta, pressionando dólar e impulsionando commodities; cena corporativa traz Xstrata em foco

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SÃO PAULO – Contrariando os sinais da abertura, os principais índices acionários internacionais iniciam a tarde desta terça-feira (23) sem tendência definida. Os sinais são variados tanto nas bolsas europeias, com Londres e Paris em baixa e Frankfurt em alta, quanto em Wall Street, onde os índices S&P500 e Nasdaq sobem, enquanto Dow Jones registra queda.

No Brasil, a manhã também foi de instabilidade, com o Ibovespa variando entre altas e baixas. Há pouco, o principal índice da bolsa paulista operava em baixa de 0,09%. Com os papéis de empresas ligadas a commodities sendo negociados em baixa, o destaque fica com o desempenho positivo dos setores defensivos, como elétrico e de telecomunicações.

Indicadores econômicos

Durante a manhã, a melhora do humor na Europa tinha raízes em novos sinais de estabilização da economia da região. Na Zona do Euro, o índice que mede a performance das indústrias de manufatura e serviços atingiu 44,4 pontos, maior patamar desde setembro de 2008. O resultado reacendeu as expectativas por uma melhora da situação, porém ficou abaixo das estimativas do mercado.

Da mesma forma, o indicador norte-americano Existing Home Sales mostrou uma alta de 2,4% nas vendas de imóveis residenciais usados em junho. Com isso, a média das vendas subiu para 4,77 milhões de unidades, levemente abaixo do esperado pelo mercado, de 4,80 milhões.

Vale lembrar que esta terça-feira (23) é marcada também pelo primeiro dia de reunião do Federal Reserve. De acordo com Bob Doll, vice-presidente da BlackRock, o Banco Central dos Estados Unidos deve confirmar a manutenção do juro básico na faixa entre 0% e 0,25% ao ano. Embora o economista espere um otimismo maior no comunicado da instituição, Doll ressalta que as sinalizações de que o juro continuará baixo por tempo indeterminado devem permanecer.

Noticiário corporativo

No plano internacional, as atenções se voltam para o interesse da Xstrata em uma oferta hostil de aquisição da Anglo American, após a norte-americana ter recusado a proposta de fusão apresentada pela Xstrata. As conversas em torno do tema também levantam rumores sobre uma possível retomada do interesse da Vale em comprar a rival.

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Já no Brasil, o destaque fica com o anúncio de suspensão das negociações para a aquisição do Banestes pelo Banco do Brasil. A instituição federal afirmou que a decisão foi tomada em conjunto com o governo do estado do Espírito Santo, principal acionista do Banestes. Ademais, a Marfrig firmou compromisso de compra com a Doux Frangosul para aquisição de seus ativos do segmento de peru no Brasil, por um montante de R$ 65 milhões.

Agenda

Na agenda doméstica, a manhã foi marcada pela divulgação de índices de preços. O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) apresentou inflação de 0,07% na segunda prévia do mês de junho, variação superior à medida no mesmo período de maio (-0,14%). Já o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) avançou 0,20% na terceira semana do mês, mostrando desaceleração em relação à semana anterior.

Commodities

O preço do barril de petróleo é negociado com forte valorização em Londres e Nova York. A alta também é vista na cotação das commodities metálicas, com destaque para o cobre e o alumínio.

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Dólar e DI

No mercado de câmbio, a redução da aversão ao risco leva a moeda norte-americana a devolver parte dos ganhos acumulados na última sessão, registrando forte baixa de 1% frente ao real, sendo cotada a R$ 2,0030. Os juros futuros, por sua vez, operam em baixa na BM&F Bovespa.

Bolsa

O Ibovespa
da Bolsa de Valores de São Paulo apresenta leve baixa de 0,09% nesta tarde e atinge 49.451
pontos.
O principal destaque negativo fica com as ações Brasil T Par ON
(BRTP3), que registram
desvalorização de 4,08% e são
cotadas a R$ 62,01.
Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 5,28%.

Por outro lado, o melhor desempenho fica com os papéis
Cosan ON (CSAN3),
que são cotados a R$ 14,17 e apresentam forte alta de 6,54%.

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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
BRTP3 Brasil T Par ON 62,01 -4,08 +5,28 79,81M
CPLE6 Copel PNB 27,65 -3,15 +19,63 24,12M
RDCD3 Redecard ON 29,20 -3,15 +16,92 50,24M
GFSA3 Gafisa ON 14,89 -2,68 +43,46 10,76M
BVMF3 BMFBovespa ON 10,72 -1,74 +81,71 94,48M


As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
CSAN3 Cosan ON 14,17 +6,54 +26,07 8,57M
TCSL3 TIM Part ON 6,79 +3,66 +38,29 532,15K
BRKM5 Braskem PNA 6,86 +2,08 +23,60 2,50M
USIM3 Usiminas ON 36,20 +1,91 +42,75 9,57M
TAMM4 TAM PN N2 19,78 +1,70 +3,61 6,04M


* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)