Bolsas latino-americanas sobem com fatores locais; NY não operou hoje

Conteúdo do Portal InfoMoney – Editoria Mercados

Por  Equipe InfoMoney

As principais bolsas latino-americanas fecharam em alta nesta segunda-feira, influenciadas por fatores locais. O mercado norte-americano, que tende a influenciar as bolsas da América Latina, não abriu hoje, em função do feriado nacional do dia de Martin Luther King Jr.

O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em alta de 0,79%. Hoje, os ministérios da Economia e do Trabalho divulgaram que cada deputado argentino representa um gasto médio de aproximadamente US$ 54 mil por mês para o governo, enquanto o salário médio de um trabalhador comum é de US$ 321. A diminuição dos elevados salários dos deputados é um dos difíceis desafios para o governo da Argentina, que se comprometeu a reduzir o gasto público para conseguir a liberação do pacote de ajuda internacional. Diante das pressões externas, parte do governo já está preparando um plano de ajuste, que inclui a redução dos salários dos deputados, e deverá ser apresentado no segundo semestre deste ano. Nesta segunda-feira, o ministro da Economia, Jose Luis Machinea, declarou que se o país tiver muita falta de sorte, a indústria crescerá 3% e o crescimento econômico será de 2,5% em 2001. Para Machinea, a Argentina sairá da recessão ainda neste ano.

As maiores altas entre os componentes do índice Merval ficaram para as ações da Sociedad Comercial del Plata (+14,46%), da Garovaglio y Zorraquin (+5,71%) e para a Pecon Energy (+3,57%). Por outro lado, os destaques de queda ficaram para as ações da Ledesma (-2,56%), da Cresud (-2,44%) e da Telefonica (-2,33%).

O índice IPC da Bolsa do México fechou em alta de 0,53%, após um pregão caracterizado por baixo volume, devido ao feriado nos Estados Unidos. Investidores mexicanos estão otimistas e acreditam que a OPEP, em sua reunião no dia 17, reduzirá a produção de petróleo em 1,5 milhões de barris por dia. O México é um exportador de petróleo e a redução da produção deverá estabilizar o preço do produto no mercado internacional. Nesta segunda-feira, o JP Morgan Chase reduziu a projeção de crescimento da economia mexicana em 2001 de 4,5% para 3,2%. Segundo um analista do JP Morgan Chase, cifras recentes indicam que a economia mexicana está entrando numa fase de desaceleração, acompanhando a tendência de seu maior parceiro comercial, os Estados Unidos, que absorvem 90% das exportações do México. A agência de classificação de rating Standard and Poor’s também reduziu sua estimativa de crescimento da economia mexicana em 2001 para 3,5%. Dentro deste quadro, a agência modificou a meta inflacionária deste ano de 6,5% para 9,19%.


Os destaques de alta ficaram para as ações das Industria Penoles (+2,90%), do Grupo Financiero Inbursa (+2,15%) e da Construtora Corporacion Geo (+2,00%). Contrariando a tendência da bolsa, as maiores quedas ficaram para as ações da Controladora Comercial Mexicana (-6,04%), do Grupo Industrial Saltillo (-4,08%) e da Vitro (-3,90%).

O índice IPSA da Bolsa de Santiago fechou em alta de 0,48%. Hoje a CNC, Câmara Nacional do Comércio, projetou, para 2001, uma estimativa de crescimento da economia chilena de 5,0%, devido ao cenário externo desfavorável: desaceleração da economia norte-americana, alta do preço do petróleo e instabilidade nos países asiáticos.






















Outros mercados: Brasil Ibovespa +0,66%
Peru ISBVL-0,02%
Venezuela IBVC+1,50%
Colombia IBB-0,13%

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