Bolsas latino-americanas fecham em alta influenciadas por fatores locais

Conteúdo do Portal InfoMoney – Editoria Mercados

Por  Equipe InfoMoney

As principais bolsas latino-americanas fecharam em alta nesta sexta-feira, influenciadas por fatores locais e pelo desempenho do índice norte-americano Nasdaq Composite, que operou em alta durante todo o dia.

O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires encerrou o pregão em alta de 0,47%, influenciado pela reunião do ministro da Economia, Jose Luis Machinea, com analistas norte-americanos em Nova York. Após as apresentações da equipe econômica argentina pela Europa, o ministro Luis Machinea se reuniu hoje com investidores e analistas dos Estados Unidos para explicar a real situação da Argentina. Antes do início da reunião, Machinea declarou que empresários espanhóis e britânicos ficaram bastante interessados em realizar investimentos na Argentina e espera que este efeito se espalhe para outros países. Nesta sexta-feira, o governo espanhol aprovou o empréstimo de US$ 1 bilhão para a Argentina. O empréstimo é parte do pacote de ajuda financeira do FMI à Argentina, liberado em dezembro.
Os destaques de alta ficaram para as ações da Renault Argentina (+10,71%), da Acindar (+9,74%) e da Juan Minetti (+8,00%). Contrariando a tendência da bolsa, as maiores quedas entre os componentes do índice Merval ficaram para ações do banco BSCH (-6,38%), da Repsol YPF (-2,80%) e da termoelétrica Central Costanera (-2,34%).

O IPC da Bolsa do México fechou em alta de 1,18%, impulsionado pela divulgação da taxa de desemprego referente ao mês de dezembro, que ficou em 1,9%. Em novembro, a taxa de desemprego ficou em 2,0%. O mercado do México está sendo impulsionado pela divulgação dos resultados das empresas mexicanas, que, até agora, vêm apresentando números que estão surpreendendo o mercado. Hoje, o Banco do México anunciou que, apesar da desaceleração da economia dos Estados Unidos, o maior parceiro comercial do México, o país conseguirá crescer 4% em 2001.


As maiores altas entre os componentes do índice IPC ficaram para as ações das Industrias Penoles (+9,12%), do Grupo Financiero Banamex (+3,79%), da Desc Sociedad de Fomento Industrial (+2,96%), do Grupo Industrial Saltillo (+2,81%) e do Grupo Modelo (+2,81%). Por outro lado, os destaques de baixa ficaram para as ações do Grupo Elektra (-4,32%), do Grupo Industrial Maseca (-3,86%) e da Television Azteca (-3,12%).

O índice ISBVL da Bolsa de Lima fechou em alta de 1,11%, um dia após a aprovação de um empréstimo de US$ 60 milhões do BID (Bando Interamericano de Desenvolvimento) para a reconstrução do centro histórico de Lima, anunciada ontem durante as comemorações do aniversário da cidade. Hoje, o banco de investimentos Morgan Stanley reduziu sua projeção de crescimento da economia peruana para 2001 de 2,5% para 2,0%. A estimativa do mercado é de 2,2%. Segundo o jornal El Comercio, a desaceleração da economia norte-americana e seu impacto no crescimento global foi o principal fator que gerou a mudança.






















Outros mercados: Brasil Ibovespa +0,05%
Colômbia IBB+0,05%
Venezuela IBVC-0,16%
Chile IPSA+0,32%

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