Bolsas latino-americanas caem, mas Brasil sobe

Conteúdo do Portal InfoMoney – Editoria Mercados

Por  Equipe InfoMoney

As principais bolsas latino-americanas fecharam em queda nesta quarta-feira – com exceção do Brasil -, influenciadas por fatores locais e pelo desempenho negativo do índice Nasdaq. Às 15h46 de Nova York, o Dow Jones Industrial apresentava ligeira alta de 0,20%, enquanto o Nasdaq Composite e o S&P500 registravam baixas de 3,39% e 0,69%, respectivamente.
O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires encerrou o pregão em baixa de 1,15%, após a divulgação do déficit comercial em outubro. Segundo o ministério da economia, a Argentina apresentou, em outubro, um déficit comercial de US$ 177 milhões, acima dos US$ 21 milhões esperados pelo mercado.
Ontem, a Câmara dos Deputados excluiu um artigo do Orçamento, que propunha uma redução de 12% a 15% nos salários dos funcionários públicos. Como este artigo é uma condição básica do FMI para a liberação do pacote de ajuda financeira, hoje o ministro da economia, Jose Luis Machinea, declarou que o presidente argentino vetará a modificação feita pela Câmara. Assim que o Orçamento for aprovado na Câmara, será encaminhado para a sanção presidencial. Com a exclusão deste artigo pelo presidente, o mercado espera que o pacote seja anunciado no início da próxima semana.
Os destaques de baixa da bolsa argentina ficaram para as ações do Molinos de la Plata (-3,70%), da Solvay Indupa (-3,40%) e do Grupo Financiero Galicia (-3,33%). Por outro lado, as altas entre os componentes do índice Merval ficaram para os bancos BSCH (+2,08%) e Rio de la Plata (+1,35%) e para a Transportadora de Gas del Sur (+0,69%).
O índice IPC da Bolsa do México fechou em baixa de 2,20%, pois o mercado está preocupado com a demora das discussões no Congresso para aprovar o Orçamento de 2001. Segundo o cronograma da equipe do presidente Vicente Fox, o Orçamento deveria estar aprovado antes das festas de final de ano. Hoje, o secretário do Interior, Santiago Creel Miranda, disse que não há risco do país ficar sem a aprovação do Orçamento, mas que o Executivo está discutindo a proposta e deverá reduzir ou aumentar os artigos, conforme achar necessário.
Os destaques de queda da bolsa mexicana ficaram para as ações do varejista Wal Mart (-5,71%), da Organizacion Soriana (-5,53%) e da Carso Global Telecom (-5,08%). Contrariando a tendência da bolsa, as únicas altas entre os componentes do índice IPC ficaram para as ações do Grupo Modelo (+2,38%), do Grupo Elektra (+1,55%) e da Desc Sociedad de Fomento Industrial (+0,24%).
O IPSA da Bolsa de Santiago fechou em baixa de 0,26%.
Hoje, a Cámara Nacional de Comercio (CNC), estimou que a atividade econômica chilena cresceria 4,4% no quarto trimestre. O resultado é composto de estimativas mensais: 4,7% em outubro, 4,3% em novembro e 4,1% em dezembro. Para os pesquisadores da CNC o resultado reflete a desaceleração do ritmo de crescimento a partir do segundo semestre. Durante o primeiro e segundo trimestres, a economia do Chile cresceu 5,4% e 6,1%, respectivamente. Segundo o jornal El Mercúrio, a desaceleração da atividade econômica é o cenário mais provável para os próximos meses no país. A fuga de capitais da América Latina, devido à instabilidade política e econômica da Argentina e do Peru e as possíveis reformas trabalhistas e tributárias no Chile são os principais responsáveis por este cenário.






















Outros mercados: Brasil Ibovespa +2,58%
Peru ISBVL -0,18%
Venezuela IBVC +0,33%
Colômbia IBB-0,49%

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