Bolsas latino-americanas caem, influenciadas pelo pregão morno nos Estados Unidos

Conteúdo do Portal InfoMoney – Editoria Mercados

Por  Equipe InfoMoney

As principais bolsas latino-americanas fecharam em ligeira queda – com exceção para a Argentina – nesta segunda-feira, acompanhando o fraco desempenho (ainda que positivo) dos índices norte-americanos. Às 15:49 de Nova York, o Nasdaq Composite registrava alta de 1,72%, enquanto o Dow Jones Industrial e o S&P500 apresentavam variações positivas menos acentuadas de 0,39% e 0,59%, respectivamente.

O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em alta de 0,97%.
Nesta segunda-feira, o CEP, Centro de Estudos para Produção da Secretaria da Indústria, anunciou que calcula que a Argentina receberá cerca de US$ 21 bilhões em investimentos globais durante este ano. Para os analistas, a Argentina está sendo beneficiada pelo pacote de ajuda financeira, no montante total de US$ 39 bilhões aprovado em dezembro, e pela redução da taxa de juros norte-americana. Este quadro afasta a possibilidade de moratória da dívida pública e a Argentina começa a se tornar atraente para muitos investidores. Ontem, a Nestlé declarou que irá investir cerca de US$ 400 milhões em novas atividades agroindustriais na Argentina, dos quais US$ 200 milhões serão utilizados para implementação de obras neste ano e o restante será investido em 2002.
Os destaques de alta ficaram para as ações do Banco Rio de la Plata (+4,13%), do Banco Bansud (+4,03%), da Acindar (+3,70%) e da Perez Companc (+2,78%). Por outro lado, as maiores quedas entre os componentes do índice Merval ficaram para o banco BSCH (-5,70%), para a termoelétrica Central Costanera (-3,48%) e para a petrolífera Repsol YPF (-2,26%).

O índice IPC da Bolsa do México fechou em baixa de 0,01%, após ter registrado variação positiva durante a maior parte do pregão. Investidores mexicanos apostam na redução da taxa de juros norte-americana, decisão que poderá ser tomada pelo FED em sua próxima reunião na quarta-feira. A possível diminuição da taxa de juros iria incentivar o consumo nos Estados Unidos, que é o maior parceiro comercial do México e comprador de mais de 80% das exportações do país. Os destaques de queda ficaram para as ações do Grupo Financiero Banamex (-4,90%), da Hylsamex (-4,10%), do Grupo Industrial Saltillo (-2,78%) e do Cementos Mexicanos (-2,41%).
Contrariando a tendência da bolsa mexicana, as maiores altas entre os componentes do IPC ficaram para as ações da Desc Sociedad de Fomento Industrial (+3,64%), das Empresas ICA (+2,88%), do Grupo Carso (+2,62%) e do Grupo Televisa (+2,41%).

O índice ISBVL da Bolsa de Lima encerrou o pregão em queda de 0,38%, após a publicação da carta de intenções do FMI. Hoje, o governo peruano assinou uma carta de intenções com o FMI para a liberação de um empréstimo de US$ 1,5 bilhão. Com isso, o governo do Peru se compromete a cumprir as metas estabelecidas na carta de intenções, que prevê, entre outros fatores, a redução do déficit fiscal de 2,9% do PIB, registrado em 2000, para 1,5% e a redução da inflação, que deverá apresentar uma taxa entre 2,5% e 3,5%. Para os jornalistas do jornal El Comercio, as metas são bastante ambiciosas, já que o país se encontra em recessão, mas se o governo conseguir aumentar sua arrecadação, poderão ser alcançadas até o final do ano.

IPSA CHILE






















Outros mercados: Brasil Ibovespa -0,03%
Chile IPSA -0,26%
Venezuela IBVC-1,90%
Colômbia IBB+0,83%

Compartilhe