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18h30 – 23/07
InfoMoney
São Paulo – Os índices das principais bolsas latinas fecharam sem uma tendência definida, em um dia em que a Argentina apresentou melhora no quadro político, com a aprovação do pacote de ajuste das contas públicas pela Câmara dos Deputados do país. Apesar do dólar ter registrado queda ao final do pregão de hoje, a Bovespa fechou em queda de 0,18%, cotada 14.067 pontos, influenciada pela queda verificada nas bolsas norte-americanas.
A Argentina enfrenta uma situação mais tranqüila após a Câmara dos Deputados ter aprovado o plano de ajuste de gastos públicos que prevê déficit zero e que tem como principal ítem a redução dos salários dos funcionários públicos. O Governo do país espera agora a sessão do Senado marcada para amanhã, que decidirá se a redução dos salários e das aposentadorias dos empregados públicos acima de US$ 500 será transformada em lei. Apesar do clima mais ameno, os investidores continuam apreensivos, já que o país não consegue retomar o crescimento e terá que realizar operação para enfrentar vencimentos de Letes de curto prazo no montante de US$ 5,4 bilhões. O risco-país medido pelo banco de investimentos JP Morgan atingiu os 1389 pontos no final do dia de hoje.
O índice Merval da Bolsa da Argentina registrou alta de 1,07%, cotado a 337,7 pontos. As valorizações mais significativas foram registradas nas ações da siderúrgica Acindar (+4,00%), do Banco Francês (+2,84%) e Telefónica (+2,56%), assim como nos papéis da siderúrgica Siderca (+1,64%) e da holding Perez Companc (+1,55%). Em contrapartida, apresentaram perdas somente as ações da empresa Garovaglio y Zorraquin (-2,56%) e da Telecom Argentina (-1,32%).
No México, o destaque ficou por conta das estimativas do Banco Santander de que o país, que possui a segunda maior economia da América Latina, pode registrar um crescimento de apenas 1,0% no segundo trimestre deste ano. Segundo o banco, este desempenho abaixo do esperado seria resultado da queda na produção industrial e nas exportações mexicanas causadas, principalmente, pelo desaquecimento da economia norte-americana.
O índice IPC da Bolsa do México fechou em alta de 0,52%, cotado a 6.422,7 pontos. As principais valorizações foram verificadas nas ações da Carso Telecom (+3,00%), do conglomerado Alfa (+2,02%) e da Teléfonos de México (+1,32%). Do mesmo modo, tiveram bom desempenho as ações da fabricante de cimentos Cemex (+0,10%) e da produtora de bens de consumo Kimberly Clark (+0,07%). Por outro lado, as perdas mais significativas foram registradas nos papéis da empresa de materiais de construção ICA (-1,86%), da companhia de alimentos Modelo (-0,43%), da mineradora México (-0,36%), assim como nas ações do Banamex (-0,33%) e da empresa alimentícia Fomento Mexicano (-0,28%).
No Chile, a taxa de desemprego registrada neste mês na região de Santiago, apurada pela Universidade de Chile, ficou em 15%, o que representa uma variação positiva de 1,2 ponto percentual quando comparada com a marca do mês passado. Este número significa que existem na capital cerca de 393,8 mil pessoas sem trabalho e contribui, desta maneira, para os níveis de alto desemprego no Chile. O índice IPSA da bolsa de Santiago fechou em alta de 0,86%, cotado a 108,2 pontos.
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