Bolsas latinas sobem, apesar da continuidade dos protestos na Argentina

Os índices das principais bolsas latinas fecharam em alta, impulsionados pelas perspectivas de melhora na arrecadação fiscal da Argentina. A Bovespa terminou o pregão com variação positiva de 0,45%, cotada a 13.077 pontos.Com relação à Argentina, a nomeação de Armando Caro Figueroa para dirigir o principal órgão fiscal argentino foi vista com bons olhos pelos […]

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Os índices das principais bolsas latinas fecharam em alta, impulsionados pelas perspectivas de melhora na arrecadação fiscal da Argentina. A Bovespa terminou o pregão com variação positiva de 0,45%, cotada a 13.077 pontos.

Com relação à Argentina, a nomeação de Armando Caro Figueroa para dirigir o principal órgão fiscal argentino foi vista com bons olhos pelos investidores. A escolha deste aliado de Domingo Cavallo dá o controle direto da arrecadação tributária do país ao ministro. Espera-se que deste modo o governo consiga diminuir a evasão fiscal e aumentar a arrecadação, sinalizando ao mercado que está em busca de um desenvolvimento econômico sustentado.

Apesar destas últimas notícias, ainda permanecem grandes incertezas em relação ao futuro argentino. O cumprimento do plano de ajuste dos gastos, vinculado à ajuda financeira do FMI, será dificilmente atingido em sua totalidade, já que o governo do país enfrenta uma dura oposição do Partido Justicialista e constantes manifestações populares. Além disso, ainda há dúvidas no que se refere ao montante necessário para a reestruturação da dívida da Argentina. Autoridades do FMI afirmaram recentemente que a parcela de US$ 3 bilhões será insuficiente, sendo indispensáveis novos empréstimos. O risco país medido pelo banco de investimentos JP Morgan fechou na marca dos 1.388 pontos.

O índice Merval da Bolsa da Argentina apresentou alta de 1,02%, cotado a 325,3 pontos. As valorizações mais significativas foram registradas nas ações das siderúrgicas Siderar (+3,70%) e Siderca (+0,55%), do grupo financeiro Galicia (+3,45%) e da Telecom Argentina (+3,09%), assim como nos papéis da Transportadora Gás del Sur (+0,77%). Em contrapartida foram verificadas perdas nas ações da empresa de energia Central Costanera (-3,28%), da companhia agroindustrial Ledesma (-2,68%) e da siderúrgica Acindar (-2,50%), seguidas pelos papéis da holding Perez Companc (-0,74%).

No México, segundo estimativas de algumas consultorias, os aumentos salariais do próximo ano ficarão entre 6,2% e 7,8%, enquanto as expectativas de inflação para este período são em média de 4,5% ao ano. Deste modo, os cidadãos mexicanos constatariam pelo terceiro ano consecutivo um crescimento real em seus salários, a despeito das altas taxas de desemprego que se verificam no país.

O índice IPC da Bolsa do México fechou em alta de 0,35%, cotado a 6.324,9 pontos. As principais valorizações foram verificadas nas ações das empresas de alimento Bimbo (+9,32%) e Maseca (+5,22%) e da varejista Wal Mart (+0,49%). Do mesmo modo, tiveram bom desempenho as ações da Teléfonos de México (+0,18%) e da companhia Soriana (+0,05%). Por outro lado, as quedas mais significativas foram registradas nos papéis do Consórcio Ara (-1,40%), da Carso Telecom (-1,14%) e da empresa alimentícia Fomento Mexicano (-0,40%), seguidos pelas ações do conglomerado Alfa (-0,08%) e da fabricante de cimentos Cemex (-0,02%).

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Na Venezuela, o Executivo aprovou a retroatividade do aumento de 10% no salário mínimo que será aplicada desde o dia primeiro de maio. Segundo representantes do empresariado venezuelano o aumento é justo, porém a retroatividade acarretará muitos prejuízos às empresas do país. O índice IBC da Bolsa da Venezuela fechou em alta de 1,54%, cotado a 6.981,0 pontos sob influência da alta do petróleo no mercado internacional.

















Outros mercados: Brasil Ibovespa +0,45%
Peru ISBVL -0,35%
Chile IPSA +0,17%

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