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Nas negociações desta quinta-feira, os mercados latino-americanos continuaram a apresentar considerável queda, com exceção ao México, com investidores atentos aos dados econômicos norte-americanos e na delicada situação da Argentina. Nos EUA, o número de pedidos de auxílio-desemprego foi o maior nos últimos nove anos, passando dos 528 mil pedidos, o que contribui para a queda das bolsas americanas, com exceção do Nasdaq.
Na Argentina, mesmo com o presidente De La Rúa declarando que não haverá desvalorização do peso e que o ministro Cavallo deverá permanecer na pasta da Economia, o mercado argentino voltou a fechar em forte queda, com o risco país atingindo o maior patamar deste ano, de 1842 pontos, em alta de 4%. Os investidores não acreditam que possa haver mais uma recuperação do país e desta forma, apenas aguardam o eminente default argentino.
O índice Merval fechou em queda de 3,63%, cotado a 206,75 pontos. Os maiores destaques de queda ficaram com as siderúrgicas Siderar (-9,89%) e Siderca (-6,09%), Sociedad Comercial del Plata (-8,95%) e Telecom de Argentina (-8,39%). Por outro lado, as maiores valorizações foram o Banco Santander (+3,70%), Perez Companc (+1,63%) e Banco Bansud (+0,92%).
O índice IPC da bolsa mexicana acabou fechando em alta, impulsionado pelas empresas de tecnologia norte-americanas, que fizeram subir o índice Nasdaq Composite. O Nasdaq foi impulsionado pelo anúncio da Dell Computer, que declarou que irá atingir a meta de faturamento de vendas dos analistas facilmente.
O índice registrou alta de 1,70%, cotado a 5.499,31 pontos. Entre as maiores valorizações, destaque para Savia (+8,48%), Corporación Geo (+6,28%) e Grupo Modelo (+4,22%). Já as principais quedas do dia ficaram por conta do Grupo Televisa (-3,06%), Television Azteca (-2,41%) e a companhia de entretenimento Cieb (-2,29%).
Outros mercados:
Brasil
Ibovespa
-1,67%
Peru
IGBVL
-0,68%
Chile
IPSA
-1,25%
Venezuela
IBC
-3,83%