Bolsas latinas fecham em alta, com clima mais tranqüilo na Argentina

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

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18h16 – 20/07
InfoMoney

São Paulo – Os índices das principais bolsas latinas fecharam em alta em um dia mais tranqüilo para o cenário econômico e político argentino. A Bovespa seguiu a tendência da região e fechou em alta de 2,41%, cotada a 14.092 pontos, beneficiada pela possibilidade de renegociação com o FMI da meta de superávit primário brasileiro e pela trégua na crise argentina.

A Argentina teve um dia mais calmo graças ao anúncio do empréstimo de US$ 330 milhões do Banco Mundial destinado à realização de obras sociais na província de Santa Fé, a qual é governada pelo Partido Justicialista. Com relação ao mercado financeiro, o governo ainda estuda a possibilidade do swap de US$ 5,4 bilhões em dívidas de curto prazo por prazos mais longos. Desta forma, com o clima mais ameno aos olhos dos investidores, o risco-país medido pelo banco de investimentos JP Morgan registrou queda em relação ao fechamento de ontem e se estabilizou nos 1.482 pontos. Porém, o mercado segue aguardando algumas definições políticas no cenário argentino e ainda acredita na moratória da dívida do país, haja vista as declarações do ministro Cavallo de que o calote é possível apesar das intenções do país de honrar seus compromissos.

Seguindo o clima de relativa tranqüilidade, o índice Merval da Bolsa da Argentina registrou alta de 4,47%, cotado a 334,1 pontos. As valorizações mais significativas foram registradas nas ações da empresa química Atanor (+3,39%), da Repsol YPF (+2,61%) e da montadora Renault (+2,34%), assim como nos papéis dos bancos Bansud (+1,28%) e Santander (+1,19%). Em contrapartida, apresentaram perdas as ações da Telefonica (-1,27%), do banco Galicia (-1,25%) e da Transportadora Gás del Sur (-0,85%).

No México, o Conselho de Administração do MexDer (Mercado Mexicano de Derivativos) prepara uma grande reforma no setor e já aprovou diversos pontos que levarão a um maior crescimento e desenvolvimento deste mercado no país. O Conselho homologou a modificação de sua estrutura tarifária, que será caracterizada pela eliminação das comissões aplicáveis às contas de terceiros existindo uma só tarifa no MexDer.

O índice IPC da Bolsa do México fechou em alta de 0,46%, cotado a 6.389,2 pontos. As principais valorizações foram verificadas nas ações da empresa alimentícia Maseca (+1,22%), da empresa de bens de consumo Kimberly Clark (+1,13%) e do Consorcio Ara (+0,58%). Do mesmo modo, tiveram bom desempenho as ações do conglomerado Alfa (+0,09%) e da fabricante de cimentos Cemex (+0,02%). Por outro lado, as perdas mais significativas foram registradas nos papéis do grupo alimentício Fomento Economico (-2,63%), da mineradora México (-2,48%), da Carso Global Telecom (-1,48%), assim como nas ações do Wal Mart (-0,65%) e do Banorte (-0,17%).
Na Venezuela, país-membro da OPEP, a Câmara Petroleira não deseja um corte na produção da organização até o final deste ano, mas sim uma revisão das bandas de produção fixadas pelo cartel para adequá-las às necessidades energéticas mundiais. A OPEP sinaliza para uma possível redução em suas cotas graças às quedas recentes do preço do petróleo no mercado internacional. O índice ICB da Bolsa da Venezuela fechou em alta de 1,29%, cotado a 7.684,2 pontos.

















Outros mercados: Brasil Ibovespa +2,41%
Chile IPSA +1,66%
Peru ISBVL -0,02%

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