Bolsas latinas caem refletindo pessimismo norte-americano

No pregão desta quarta-feira, as principais bolsas latino-americanas fecharam em queda, com o cenário internacional um pouco tenso.A disputa entre províncias e governo federal na Argentina continua chamando a atenção do mercado. Duas das 23 províncias do país, Jujuy e La Pampa, entraram na Suprema Corte de Justiça para evitar novos cortes nos repasses de […]

Publicidade

No pregão desta quarta-feira, as principais bolsas latino-americanas fecharam em queda, com o cenário internacional um pouco tenso.

A disputa entre províncias e governo federal na Argentina continua chamando a atenção do mercado. Duas das 23 províncias do país, Jujuy e La Pampa, entraram na Suprema Corte de Justiça para evitar novos cortes nos repasses de verba do governo federal. Outras já declararam que irão atrasar no pagamento de bônus, enquanto Buenos Aires e Formosa resolveram emitir bônus com a finalidade de pagar servidores públicos e aposentados, com é o caso dos patacones. O governo já havia declarado que diminuiria o repasse para atingir o equilíbrio das contas públicas, e com a queda na arrecadação fiscal de agosto, o corte poderá ser ainda maior.

Em relação à indústria automotiva argentina, as vendas em agosto apresentaram um recuo de 42%, enquanto a produção registrou uma queda de 37%, em comparação com o mesmo período do ano passado. Em resposta à queda na demanda, a Reunalt decidiu diminuir as horas de trabalho, a fabricante de veículos utilitários Iveco paralisou uma linha de montagem, e a Sidecar, siderúrgica que também produz painéis para carros, já prevê um prejuízo para o terceiro trimestre desse ano.

O índice Merval apresentou baixa de 0,45%, cotado a 313,33 pontos. Entre as maiores quedas do índice, destaque para a siderúrgica Acindar (-6,06%), Banco Bansud (-3,17%) e Renault Argentina (-2,00%). Já as maiores valorizações do dia foram Siderar (+3,33%), Transportadora de Gas Del Sur (+3,03%) e a holding petrolífera Perez Companc (+1,55%).

No mesmo sentido, o índice da Bolsa mexicana apresentou um recuo de 1,36%, cotado a 6.088 pontos, nível mais baixo desde maio desse ano. O principal motivo foi a influência do mercado norte-americano, cujos papéis de empresas de telecomunicações foram prejudicados com o rebaixamento da recomendação do setor pelo banco de investimentos Merrill Lynch. De acordo com economistas mexicanos, o rumo da economia do país dependerá do desempenho dos EUA, para onde são destinados 80% de suas exportações atualmente.

As maiores quedas do pregão ficaram por conta dos papéis da companhia de entretenimento Cieb (-4,17%), Telefonos de Mexico (-3,64%) e Industrias Penoles (-3,37%). Por outro lado, entre as maiores valorizações estavam Grupo Carso (+5,68%), Fomento Industrial (-1,91%) e Savia (-1,63%).

Continua depois da publicidade





















Outros mercados: Brasil Ibovespa -1,38%
Peru IGBVL +0,12%
Chile IPSA +0,35%
Venezuela IBC -0,02%

Tópicos relacionados