Bolsas latinas caem, com destaque para forte desvalorização do Merval

Os principais índices das bolsas latino-americanas voltaram a fechar em queda no pregão de hoje, com destaque para a bolsa da Argentina, que sofreu uma forte desvalorização com o aumento das preocupações dos investidores acerca da reestruturação da dívida do país e das condições negociadas entre FMI e o governo argentino para uma eventual liberação […]

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Os principais índices das bolsas latino-americanas voltaram a fechar em queda no pregão de hoje, com destaque para a bolsa da Argentina, que sofreu uma forte desvalorização com o aumento das preocupações dos investidores acerca da reestruturação da dívida do país e das condições negociadas entre FMI e o governo argentino para uma eventual liberação de mais recursos. No México, apesar das valorizações no mercado norte-americano, o IPC apresentou queda, influenciado pelas ações da Telmex.

Quinta-feira de muita incerteza na Argentina

O mercado argentino foi fortemente abalado pela apreensão quanto ao swap da dívida do país vizinho, proposta pelo ministro Domingo Cavallo. A oferta de troca da dívida interna já atinge US$ 35,5 bilhões, mais da metade dos US$ 60 bilhões que o governo deseja reestruturar. O ministro da economia declarou hoje que a troca da dívida internacional deverá começar em 60 dias, mas os investidores estrangeiros já estão preocupados, pedindo ao FMI que exija que a Argentina ofereça as mesmas condições de troca de títulos fornecidas aos investidores locais.

O FMI continua analisando a situação fiscal do país, com foco no déficit público, o que poderá atrasar o pagamento da última parcela de US$ 1,26 bilhão do empréstimo feito há alguns meses, totalizando o montante de US$ 8 bilhões. O risco país atingiu novo recorde, batendo os 3.212 pontos, enquanto a taxa over bancária explodiu, atingindo 200% ao ano.

O índice Merval despencou 5,24% cotado a 200,86 pontos. As desvalorizações mais importantes foram o Grupo Financiero Galícia (-9,48%), Central Puerto (-7,89%) e a companhia de energia Pecom (-6,53%). No entanto, as melhores performances no pregão foram Telefónica (+3,85%), Metrogas (+2,16%) e a empresa petrolífera Repsol YPF (+1,09%).

IPC no México fecha em ligeira queda

O mercado mexicano, que abriu o pregão de hoje em alta com a divulgação das encomendas de bens duráveis nos EUA, não resistiu e acabou fechando em queda, liderada pelas ações da Telmex. Os investidores não receberam bem a notícia de que a maior operadora de telecomunicações do México iria comprar parte da empresa norte-americana de transmissão de dados XO Communications, que não estaria com uma saúde financeira muito boa.

O índice IPC da Bolsa Mexicana de Valores registrou uma queda de 0,12% cotado a 5.841,34 pontos. As principais baixas ficaram com o banco BBVA (-1,26%), a companhia de entretenimento Cie B (-1,04%), Modelo (-0,93%) e Telmex (-0,51%). Já as altas mais importantes ficaram por conta da instituição financeira Alfa (+1,69%), Ara (+1,56%) e a empresa de telefonia celular America Móvil (+1,54%).

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