Bolsas latinas caem ainda sob efeito da crise argentina

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

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18h25 – 16/07
InfoMoney

São Paulo – Os índices das principais bolsas latinas fecharam em queda pressionados pelo quadro crítico da Argentina, que continua enfrentando o pessimismo dos investidores em relação ao futuro de sua situação econômica. A Bovespa também não conseguiu sustentar a alta iniciada pela manhã e fechou em queda de 1,90%, cotada a 13.811 pontos, sendo bastante pressionada pela volatilidade do dólar, que se traduz na expectativa de aumento da taxa básica de juros nacional na próxima reunião do Copom, que viria com o objetivo de controlar a alta do dólar e a inflação.

Na Argentina, o Governo segue em busca do apoio político necessário para o novo plano econômico de ajuste dos gastos públicos, que tem como itens polêmicos a redução do salário e da aposentadoria do funcionalismo público e objetiva a redução do déficit público nacional. O presidente Fernando De la Rúa realizou um pronunciamento ontem reafirmando as bases do programa econômico e declarou que o plano de corte de gastos a única maneira do país sair da crise e retomar a confiança do mercado. O Governo também pretende receber antecipadamente os impostos agendados para o ano de 2002. O risco-país da Argentina, medido pelo banco de investimentos JP Morgan, atingiu os 1.636 pontos mostrando que ainda se acredita na moratória da dívida do país.

O índice Merval da Bolsa da Argentina refletiu o clima de indefinições políticas e registrou queda de 1,55%, cotado a 323,9 pontos sem nenhum papel com variação positiva ao término das negociações. As desvalorizações mais significativas foram registradas nas ações da empresa química Atanor (-10,00%), da Telecom Argentina (-4,98%), da empresa alimentícia Molinos (-4,00%), assim como nos papéis do Banco Francês (-3,54%). Também tiveram perdas as ações da Transportadora Gás del Sur (-3,51%), da siderúrgica Siderca (-1,57%) e da holding Perez Companc (-0,79%).

No México, seguindo os temores quanto à propagação da crise argentina, a Secretaria da Fazenda e do Crédito Público afirmou hoje que o país tem se esforçado em estabelecer as bases para amortecer os efeitos de qualquer instabilidade financeira externa. O órgão acrescentou que a economia nacional mexicana está fundamentada na disciplina fiscal e monetária, no regime de câmbio flutuante e na administração adequada da dívida pública.

O índice IPC da Bolsa do México fechou em queda de 1,16%, cotado a 6.377,3 pontos, com as principais desvalorizações sendo verificadas nas ações da fabricante de bens de consumo Kimberly Clark (-3,05%), da Teléfonos de México (-1,29%) e da fabricante de cimento Cemex (-0,97%). Do mesmo modo, não tiveram bom desempenho as ações da Carso Global Telecom (-0,66%) e da companhia de equipamentos automotivos Saltillo (-0,24%). Por outro lado, os ganhos mais significativos foram registrados nos papéis da seguradora Savia (+1,82%), do Banorte (+0,51%), das companhias de materiais de construção ICA (+0,26%) e Apasco (+0,10%), assim como nas ações do Banamex (+0,17%).

Na Venezuela, segundo as estimativas de Domingo Maza Zavala, principal diretor do Banco Central da Venezuela (BCV), está prevista para o segundo semestre deste ano uma queda na taxa de juros do país, o que reativará imediatamente a demanda pelo crédito e conseqüentemente aquecerá os investimentos. Mesmo com as boas projeções para o futuro da economia nacional, o índice ICB da Bolsa da Venezuela fechou em queda de 0,42%, cotado a 7.472,0 pontos.

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Outros mercados: Brasil Ibovespa -1,90%
Chile IPSA -0,63%
Peru ISBVL -0,57%

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