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SÃO PAULO – O Ibovespa acentuou perdas na tarde desta sexta-feira (9) depois que as bolsas internacionais também aceleraram perdas. O dia continua sendo de correção após o repique das últimas sessões, enquanto investidores digerem os indicadores divulgados hoje como os payrolls nos Estados Unidos e o IPCA aqui. Às 15h12 (horário de Brasília), o índice caía 2,77%, a 48.559 pontos.
Indicadores
Nos EUA, o emprego cresceu acima das estimativas em dezembro e a taxa de desemprego caiu para 5,6% de 5,8%, o nível mais baixo desde 2008. As expectativas eram de que a taxa caísse para 5,7%. Foram somados 252 mil empregos aos 350 mil do mês anterior, chegando a um nível de 2,95 milhões no ano, o que confirma 2014 como o melhor ano para o mercado de trabalho na maior economia do mundo desde 1999.
A previsão é de que fossem criadas 240 mil vagas em dezembro, depois de uma adição de 353 mil empregos no mês anterior.
O dado positivo amplia o temor de que o Federal Reserve aumente os juros básicos da economia norte-americana mais cedo. Apesar disso, o presidente do Fed de Chicago disse que com a inflação em baixa, os juros devem ser elevados apenas no ano que vem.
As bolsas norte-americanas caíam entre 0,7% e 1%, enquanto as europeias devolviam parte dos ganhos obtidos na euforia de ontem e caíam entre 1,3% e 4%.
Aqui, o principal indicador do dia foi a divulgação do IPCA, que ficou em 6,41% em 2014, alta de 0,78% em dezembro ante novembro. Com isso, a inflação medida pelo IBGE acabou abaixo do teto da meta do governo, de 6,5%.
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Destaques
Entre as ações continua o destaque para os papéis da Petrobras (PETR3, R$ 8,91, -1,22%; PETR4, R$ 9,04, -1,53%) que têm correção após subir 6% ontem. No radar, a empresa afirmou ontem que não há qualquer decisão sobre mudança de preços da gasolina e diesel. O comunicado foi resposta às informações de que a estatal estuda redução no preço dos combustíveis. Acreditamos que a decisão da companhia será pela volta da CIDE e manutenção dos preços do combustível, disse a Guide Investimentos.
A Petrobras também informou, em comunicado, que não foi feita avaliação interna de seus ativos na África para uma operação no valor de US$ 3,5 bilhões, em resposta à notícia divulgada pela Folha, segundo a qual seria possível captar esse montante por 25% dos ativos no continente.
Outra blue chip, a Vale (VALE3, R$ 22,35, -2,15%; VALE5, R$ 19,75, -1,74%) cai depois de ter seu preço-alvo cortado pela Jefferies para US$ 8,50 de US$ 9,50 anteriormente.
Após a Eletrobras (ELET3, R$ 5,52, -2,99%; ELET6, R$ 7,61, -7,08%) comunicar que não participará do leilão de transmissão, a Cteep (TRPL4, R$ 38,72, -7,70%), ou Transmissão Paulista, disse que também não entrará. O leilão, que inicialmente estava previsto para 19 de dezembro mas foi postergado para hoje, deve repetir a tendência vista nos últimos leilões, de lotes sem ofertas ou propostas baixo ou nenhum deságio. O certame evidenciará, dessa forma, o ambiente de dificuldades enfrentadas pelo setor elétrico. A taxa de retorno dos investimentos encolheu, os riscos cresceram, a condição de financiamento é menos favorável e as estatais, usuais salvadoras das licitações, decidiram adotar postura mais conservadora.
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são: