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SÃO PAULO – Após performar em forte alta no início do pregão, o Ibovespa perdeu força e apresenta leve valorização de 0,17% no início da tarde desta quarta-feira (26) e atinge 56.297 pontos, com volume financeiro de R$ 1,80 bilhão às 12h56.
O principal índice da bolsa brasileira segue diretamente influenciado pelas bolsas internacionais que experimentam trajetória semelhante nesta sessão. Após início com sinal positivo, tanto as bolsas europeias quanto as norte-americanas agora registram ligeira queda.
“Os mercados continuam errantes e sensíveis aos stops nos ganhos curtos”, já alertava Marco Melo, head de análise da Ágora Corretora no início da manhã.
Espera e ansiedade
Em suma, investidores contam as horas para a divulgação do tão esperado “pacote abrangente de reformas” contra a crise na Zona do Euro. Reunidos desde sexta-feira em Bruxelas, os líderes de estados e governos irão se encontrar nesta tarde, às 13h15, de Brasília, para a apresentação oficial do pacote negociado nos últimos dias, o que deve acontecer apenas no final da tarde.
Conforme especulações de mercado, espera-se pela ampliação do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) dos atuais € 440 bilhões para um patamar superior a € 1 trilhão e mais € 110 bilhões em recapitalização para o setor bancário. Além disso, devem surgir novas informações sobre a participação do setor privado na reestruturação da dívida grega, podendo incluir um perdão entre 40% e 60%, embora seja este um dos pontos mais incertos até o momento.
Altas e baixas
O principal destaque positivo fica com as ações da Cemig (CMIG4), que registram valorização de 3,18% e são cotadas a R$ 27,60. Com essa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 9,27%, após ter anunciado compra de fatia na Usina de Belo Monte junto com a Light (LIGT3).
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Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis da Fibria (FIBR3), que são cotados a R$ 14,46 e apresentam baixa de 2,36%, que reportou prejuízo de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre.
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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Bolsas internacionais
Nos EUA, os principais índices de ações apresentam ligeira queda, a qual não é possível evitar mesmo com indicadores melhores do que o esperado nesta manhã e resultados favoráveis de empresas de peso como Boeing, ConocoPhillips e Ford, evidenciando a forte influência do front europeu.
Enquanto isso, no centro das atenções, as principais bolsas europeias caminham para fechamento com quedas que variam entre 0,3% (FTSE MIB) e 0,9% (DAX 30), em meio ao turbilhão de nervosismo e tentativas de antecipação que antecedem a divulgação do tão esperado plano de reformas na região.
Juros e câmbio
As taxas dos principais contratos de juros futuros operam com leve viés de baixa na BM&F, nesta quarta-feira. Os investidores digerem a nota de política monetária divulgada pelo Banco Central, e seguem acompanhando a cena externa, no aguardo do encontro entre os chefes de Estado da Zona do Euro.
Por fim, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7653 na compra e R$ 1,7658 na venda, alta de 0,20% em relação ao fechamento anterior.