Bolsas internacionais interrompem sequência de ganhos

Por aqui, Ibovespa já interrompeu série de altas na véspera; mercado aguarda por indicadores de inflação, com a divulgação do IPCA

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SÃO PAULO – Depois de fechar em alta na última terça-feira (7), as principais bolsas europeias caem nesta manhã, em um movimento atribuído pela imprensa internacional à realização de lucros. Essa trajetória também é vista nos contratos futuros dos EUA, onde os principais índices vêm de três pregões consecutivos no positivo.

Por aqui, o Ibovespa já encerrou a última sessão em queda, quando recuou 1,06%. Entretanto, o movimento negativo não é forte no exterior, com exceção da Espanha, cujo índice Ibex 35 cai 1,82%. Por sua vez, as ações do Bankia, na expectativa de ser recapitalizado via fundos de resgate, disparam mais de 12%.

Contribui para o sentimento negativo nesta data o corte na perspectiva do rating da Grécia pela Standard & Poor’s, para negativa. Depois dos mercados fecharem na véspera, a agência de classificação de risco alertou que o país poderá precisar de mais recursos de seus credores internacionais.

Isso poderá acontecer por conta do atraso na implantação das medidas de consolidação e na piora da situação econômica do país, que já foram resgatados duas vezes nos últimos anos.

Brasil: mais dados de inflação
No Brasil, a agenda de indicadores é movimentada, especialmente por indicadores de inflação. O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) e o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mensal) já foram publicados – ambos mostraram aceleração sobre a última divulgação -, mas chama atenção mesmo do mercado o anúncio do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), marcado para as 9h.

Além disso, os investidores estão em compasso de espera por mais um pacote de incentivo à economia. Segundo publicado pela Reuters, a presidenta Dilma Rousseff apresentará a empresários na próxima terça-feira os detalhes do plano que discutirá modelos de concessão e incentivará os investimentos públicos.

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Na espera por dados nos EUA e na China
Nos EUA o destaque fica por conta do dado que mede a produtividade da mão-de-obra norte-americana. Enquanto isso, na Alemanha, mais um dado desanimador: a produção industrial retraiu 0,9% em junho, na comparação com maio.

Por fim, depois que os mercados fecharem nesta quarta-feira serão revelados importantes indicadores econômicos na China. Com uma cesta de indicadores, o que deverá chamar mais atenção deve ser o número de inflação, já que, se vier abaixo do previsto, pode alimentar a expectativa por mais medidas de estímulos por lá.