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SÃO PAULO – Os principais índices acionários da Europa encerram o pregão desta sexta-feira (9) sem tendência definida, depois de a Grécia anunciar o sucesso de seu programa de reestruturação da dívida, e com um relatório de emprego nos Estados Unidos mostrando a criação de empregos em fevereiro acima do projetado pelo mercado.
O benchmark FTSE 100, da bolsa de Londres, apresentou alta de 0,47% a 5.887 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, terminou com avanço de 0,26%, atingindo 3.487 pontos. Em movimento contrário, o índice FTSE MIB, de Milão, caiu 1,11%, a 16.479 pontos.
O movimento de alta, contudo, foi amenizado pelos dados econômicos apresentados pela China, os quais decepcionaram os investidores. O país asiáticou revelou uma produção industrial em crescimento de 11,4%, contra expectativa de 12,3%. Apesar disso, a inflação voltou a arrefecer, observando alta de 3,2%.
Fim da novela grega
Na madrugada desta sexta-feira o governo grego confirmou que, ao acionar as cláusulas de ação coletiva, 95,7% dos credores privados vão entrar no PSI (Envolvimento do Setor Privado, na sigla em inglês), operação que envolve a troca dos atuais bônus por novos, com juros reduzidos e vencimentos alongados.
Esse patamar era o necessário para que perto de 53,5% da dívida fosse cortada, a fim de cumprir as metas de endividamento e déficit público impostas à nação pela Zona do Euro. Além disso, os ministros de Finanças da região exigiam que o patamar ficasse entre 95% e 100% para que a segunda parcela do resgate à Grécia fosse repassada.
A notícia foi seguida por um corte de rating da agência de classificação de risco Fitch, de “C” para “default restrito”. O país ainda anunciou que a retração da economia no quarto trimestre de 2011 foi maior que a projetada anteriormente, em 7,5%, contra números prévios de 7,0%. O benchmark Athex Composite, da bolsa de Atenas, terminou em forte queda de 2,15%.
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Criação de empregos
Nos Estados Unidos, o relatório de emprego divulgado pelo Departamento de Trabalho mostrou que o país criou mais vagas do que o esperado em fevereiro, apesar de a taxa de desemprego ter se mantido frente ao mês anterior, em 8,3%.
Foram 227 mil novos postos, enquanto um consenso de mercado compilado pelo portal norte-americano Briefing apontava para 206 mil. A quantidade de horas semanais trabalhadas, porém, ficou em linha com as projeções, em 34,5. O indicador desconsidera os empregos do setor agrícola.
Destaques corporativos
Apesar do noticiário relevante, os principais movimentos registrados pelas ações no continente tiveram fundamento corporativo. Os papéis da fabricante de químicos Linde, por exemplo, avançaram 5,72% em Frankfurt, após a companhia revelar um lucro líquido 3,6% maior entre outubro e dezembro, e projetar uma alta ainda maior em 2012. Já a Cairn Energy (+2,25%) subiu na bolsa de Londres, em meio a melhores perspectivas para a empresa.
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Enquanto isso, as produtoras de commodities em geral sofreram pressão com os dados negativos vindos da China. As ações da Kazakhmys, por exemplo, caíram 0,83% no Reino Unido, e as da Fresnillo recuaram 1,26% na mesma sessão.
Títulos públicos
No mercado secundário da dívida, a maioria dos títulos apresentaram queda em seus yields. Títulos da Alemanha (1,79% ante 1,80%), França (2,89% frente a 2,90%), Espanha (5,00% face a 5,06%) e Portugal (13,71% em relação a 13,86%) pagaram rendimentos menores. Já papéis da Itália (4,83% versus 4,81%) tiveram alta nos juros, e da Grécia (36,56% ante 36,56%) permaneceram na estabilidade.
Confira o desempenho dos principais índices de ações da Europa:
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| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| DAX 30 | +0,67 |
6.880 | +1,95 |
+16,65 |
| FTSE 100 | +0,47 |
5.887 | +0,20 |
+5,66 |
| CAC 40 | +0,26 |
3.487 | +2,27 |
+10,37 |
| SMI | +0,56 |
6.189 | +0,53 |
+4,25 |
| IBEX 35 | -0,30 |
8.283 | -6,40 |
-3,31 |
| FTSE MIB | -1,11 |
16.479 | -1,14 |
+9,21 |