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SÃO PAULO – Depois da queda da última sessão, os mercados externos esboçam uma recuperação no início desta quarta-feira (8), impulsionada pela redução das preocupações com o continente europeu. Dessa forma, os principais índices da Europa e os futuros de Wall Street operam em alta.
Assim como ocorreu na última sessão, as atenções voltam-se para os países europeus nesta manhã. A venda de títulos públicos portugueses e poloneses teve demanda surpreendente, diminuindo a tensão em torno do continente.
Porém, durante o dia o foco deve voltar aos Estados Unidos, onde espera-se que o presidente Barack Obama anuncie três novas propostas para impulsionar a recuperação: incentivos fiscais de US$ 200 bilhões para empresas que investirem em bens de capital, extensão do crédito fiscal de US$ 100 bilhões para aportes corporativos em pesquisa e desenvolvimento e um pacote de US$ 50 bilhões para projetos de infraestrutura.
Além disso, a agenda norte-americana traz uma das referências mais importantes do dia, o Livro Bege do Federal Reserve. O relatório contém informações dos 12 Fed regionais sobre a situação econômica de suas áreas de atuação e será publicado às 15h (horário de Brasília). Logo depois, às 16h, será divulgado o Consumer Credit, mostrando a oferta de crédito total disponível aos consumidores.
Europa: ainda notícias negativas
Apesar do clima geral ser positivo na Europa, ainda há referências negativas no continente. Na Grécia, os principais índices acionários operam em forte queda depois do PIB (Produto Interno Bruto) do país no segundo trimestre do ano ser revisado para baixo, agora em retração de 1,8% na base trimestral, ante projeção anterior de queda de 1,5%.
Somado a isso, a Eurostat divulgou que o governo grego ainda não apresentou todas as informações requisitadas pelo órgão de estatística sobre as transações financeiras, resultado de uma ajuda internacional de US$ 140 bilhões para o país, que foram usadas para amenizar as dívidas.
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Outro país que tem uma agenda atribulada é a Alemanha. As exportações do país caíram 1,5% em julho, a primeira queda em três meses. Além disso, a produção industrial alemã subiu 0,1% na passagem de junho para julho, abaixo das estimativas de alta de 1%.
Novas restrições na China
Na Ásia, quem chama a atenção são os chineses. Depois de dados não oficiais mostrarem aceleração da atividade imobiliária no país em agosto, voltaram os rumores de uma nova rodada de medidas de restrição. Os números do governo devem ser divulgados no dia 10 de setembro, enquanto isso, o Citigroup já afirmou que novos passos para esfriar o mercado e evitar uma bolha são “muito prováveis”.
BP procura culpados
Em meio ao noticiário econômico, destaca-se uma empresa: a British Petroleum. Em relatório interno divulgado nesta quarta-feira, a empresa afirma que grande parte da culpa pela explosão no poço no Golfo do México – que deu origem ao maior vazamento de petróleo dos Estados Unidos – é da Transocean.
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A empresa, contratada para fazer a perfuração do poço, falhou em detectar um vazamento de gás, que criou as condições para a explosão na plataforma, segundo a BP.
Brasil
Por aqui, a exploração de petróleo em águas profundas também fica em foco, com a Petrobras anunciando novas descobertas no pré-sal. Conforme informações publicadas no site da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a estatal descobriu indícios de petróleo no campo Baleia Franca, na Bacia de Campos. Além disso, também foram encontrados vestígios de óleo no bloco S-M-613, na Bacia de Santos.
Por outro lado, a estatal é pressionada pelo sindicato de trabalhadores Sindipetro-NF que, na terça-feira, pediram a suspensão das operações na plataforma P-35, na Bacia de Campos, devido a preocupações com a segurança.
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Na agenda doméstica, atenção ao IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 7 de setembro, calculado pela Fundação Getulio Vargas. O índice mostrou alta de 0,17% nos preços, a primeira indicação de inflação depois de 11 semanas de queda.