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SÃO PAULO – A manhã desta sexta-feira (30) é de tensão nos mercados internacionais: às 9h30 (horário de Brasília), será divulgada a primeira prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos relativo ao primeiro trimestre deste ano, com previsão de alta de 3,3%.
Pressionados pelas expectativas, os mercados futuros norte-americanos operam entre leves altas e baixas, próximos da estabilidade. Da mesma forma, as bolsas europeias, que também oscilaram durante o início das negociações, operam sem tendência em meio às dúvidas acerca das economias periféricas e a alta das commodities.
Nesta sexta-feira, além do PIB norte-americano, os mercados recebem os números trimestrais do Employment Cost Index, que traz o custo da mão de obra no país, do Chicago PMI, que mede a atividade industrial na região, e a revisão do Michigan Sentiment, que indica a confiança dos consumidores em relação à economia dos Estados Unidos.
Mais problemas na Europa?
As preocupações com a Grécia parecem diminuir, à medida que a ajuda proposta pela União Europeia e pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) se confirma. Nesta manhã, o diretor da equipe de dívida soberana da Fitch Ratings, Brian Coulton, afirmou que o pacote de resgate, de até € 120 bilhões, será suficiente para a necessidade imediata de financiamento da Grécia e pode ajudar o país a manter o grau de investimento.
Por outro lado, os temores europeus não se restringem aos problemas gregos. Se a economia da Espanha suscitava dúvidas quando teve sua nota soberana cortada pela agência de classificação de risco S&P no dia 28, agora a situação piorou. O desemprego no país atingiu 19,1% no em março, a segundo maior taxa do bloco, atrás apenas da Letônia (22,3%).
Cenário corporativo
Outras referências negativas para a sessão vêm da esfera corporativa. O Goldman Sachs pode ser investigado criminalmente, segundo reportagem do Wall Street Journal. Recentemente, o banco tem sido investigado pela SEC (Securities and Exchange Commission) por fraude civil, por ter enganado seus clientes quanto à qualidade de títulos lastreados em hipotecas subprime (de alto risco).
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Ainda no setor bancário, o Barclays adiciona pessimismo à sessão, caindo mais de 5% em Londres após a divulgação de seus resultados. Apesar de ter reportado uma alta de 29% em seu lucro líquido, os ganhos de £ 1,07 bilhão desapontaram os analistas, que esperavam uma cifra em torno de £ 2,94 bilhões.
Commodities e dólar
A apreensão que pressiona as bolsas parece não afetar o mercado internacional de commodities. O petróleo segue em alta, aproximando-se dos US$ 90 por ação em Londres. Ao mesmo tempo, os metais industriais se recuperam e voltam a subir, com destaque para níquel, cobre e alumínio, que registram valorizações de 1,9%, 1,4% e 1,6%, respectivamente. Ouro e prata também avançam.
O dólar, por sua vez, cai diante do euro e da libra esterlina, enquanto sobe frente ao iene.
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Brasil
Por aqui, o destaque da agenda fica com o ICI (Índice de Confiança da Indústria), divulgado pela Fundação Getulio Vargas. O indicador marcou 115,3 pontos, caindo 1% na passagem de março para abril, após 14 avanços consecutivos.
Na cena corporativa, a temporada de resultados é que dita o tom. Nesse sentido, a Embraer anunciou uma alta de 15% em seu lucro líquido do primeiro trimestre de 2010 na comparação com o mesmo período de 2009, somando R$ 44,1 milhões.