Bolsas externas operam em queda, refletindo declínio de commodities e resultados

Ouro e petróleo recuam e afetam, enquanto Fiat e Peugeot Citroën geram baixas na Europa; alta das ações é baseada em que?

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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em queda nesta quarta-feira (21), movimento que se estende aos mercados futuros dos EUA, bem como às cotações das commodities, através dos declínios do ouro e do petróleo. No mercado de câmbio, o dólar se valoriza frente ao euro, mas se deprecia em relação ao iene e à libra esterlina.

Em sessão com fraca agenda econômica nos EUA, olhos atentos ao relatório semanal dos estoques de petróleo (12h30). Além disso, o Federal Reserve apresentará o Beige Book (16h00), relatório sobre a atualidade econômica norte-americana. Por fim, há os discursos de Daniel Tarullo (15h00), membro do Conselho do Fed, e dos presidentes dos Feds regionais de Richmond e Boston, Jeffrey Lacker (11h00) e Eric Rosengren (18h30).

Unânime

O BoE (Bank of England) divulgou a minuta da última reunião de outubro, revelando que a decisão de manter a política monetária atual foi unânime entre os nove membros do comitê. A instituição monetária optou por manter a taxa básica de juro em 0,5% ao ano – menor nível desde sua fundação, em 1694 – além de permanecer com o programa de aquisição de ativos, orçado em £ 175 bilhões.

Ainda no velho continente, ações ligadas ao setor automobilístico afetam os negócios, após a Fiat mostrar prejuízo de € 168 milhões no decorrer do terceiro trimestre, ante os € 604 milhões de lucro no mesmo período do ano passado. Em adição, a Peugeot Citroën informou que sua receita líquida declinou 7,7% entre julho e setembro deste ano.

Consumo e petróleo

Para Kurt Karl, economista-chefe da Swiss Re, a tendência ascendente do petróleo pode pressionar o nível de consumo. “As cotações mais elevadas do petróleo certamente não ajudam, pois colocam um empecilho na propensão a gastar dos consumidores”, afirma Karl. Em linha, Jim Glassman – economista do JPMorgan Chase – enxerga que, se o petróleo chegar na casa dos US$ 100 por barril, “os consumidores deverão ter um grande problema”.

Valorização com base?

Desenhando um horizonte positivo para a renda variável norte-americana, Karl Eggerss, principal trader do LafferFrishberg.com, acredita que as ações dos EUA devem realizar trajetória ascendente no próximo ano, embora correções de 5% a 10% possam ocorrer.

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Por outro lado, Kirby Daley, do NewEdge Group, dispara: “é muito claro que as altas nos mercados acionários não estão baseadas em qualquer realidade fundamental”.

Copom

No Brasil, ênfase para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que decidirá nesta quarta-feira o rumo da política monetária do País. No front corporativo, destaque para o encerramento do período de reservas da oferta primária da Iguatemi, bem como para o final do processo de bookbuilding e da fixação de preço por ação da oferta primária da CCR.

Expansão no crédito

“Após uma recessão curta, os bancos brasileiros, que permanecem muito bem capitalizados, estão otimistas com o horizonte da economia brasileira, e se preparam para uma forte retomada do crescimento do crédito”. A afirmação permeia relatório do Citigroup, no qual o banco norte-americano projeta expansão de 20% a 25% no crédito durante o próximo ano, a ser impulsionado pelo segmento individual.