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Na primeira sessão após a aprovação do pacote de ajuda europeu, os mercados reagiram bem, com avanço nas bolsas e valorização do euro frente ao dólar após uma semana de fortes perdas. Por aqui, o Ibovespa seguiu o bom humor dos mercados e avançou 4,11%, a 65.452 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 6,57 bilhões.
No último fim de semana, os ministros de Finanças dos 16 países pertencentes à Zona do Euro se reuniram com o Banco Central Europeu e o FMI para firmar a estratégia de socorro aos países do velho continente com problemas de natureza fiscal. A conclusão do encontro foi o pacote firmado para ajudar a região, no valor de € 750 bilhões.
Foi acertado um conjunto de linhas de financiamento bilaterais e de aquisição de títulos, cuja responsabilidade recairá sobre o BCE. Também será criado um fundo europeu de combate ao que foi chamado de ataque especulativo. O encontro buscou assegurar aos mercados o compromisso dos países com o euro. Ainda no Velho Continente, o BCE declarou que combaterá “tensões severas” em “certos” mercados ao comprar dívidas pública e privada, além de reiniciar uma linha de swaps de dólar com o Federal Reserve.
Bolsa
As ações da OGX dispararam na sessão, avançando mais de 12%. Os papéis da MRV também registraram valorização expressiva, superior a 11%. Analistas avaliaram bem o resultado divulgado pela empresa na última semana – o mesmo ocorreu com a PDG, que esteve entre as maiores variações positivas do pregão.
Quem também mostrou forte valorização é a BM&F Bovespa. O JPMorgan reiterou a recomendação overweight, com preço-alvo de R$ 17,00 para dezembro de 2010. Os analistas citaram o fortalecimento dos fundamentos no último trimestre.
Fora do índice, destaque para a Tivit, cujas ações registraram alta de 6,9% na sessão, após a empresa confirmar especulações quanto a uma possível venda de 54,25% de suas ações. Conforme comunicado da companhia, a fatia de 48.278.068 ações será vendida à Dethalas, sociedade controlada pelo fundo de private equity estrangeiro Apax Partners. O valor pago pela Apax por cada papel será de R$ 18,10, em dinheiro, cifra que representa um prêmio de 9,69% sobre o fechamento da sexta-feira (7) e de 21,39% sobre a cotação média de fechamento desde seu IPO.
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Dólar e Renda Fixa
Após fechar a semana anterior com sua maior valorização dos últimos 18 meses, o dólar comercial despencou a R$ 1,777, uma desvalorização de 4% – a mais forte desde 24 de novembro de 2008, quando recuou 5,24%. Em meio ao clima mais ameno nos mercados, o euro atingiu sua maior apreciação em 18 meses frente o dólar.
O mercado de juros futuros encerrou predominantemente em alta. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 11,08%, 0,09 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
O mercado de títulos da dívida externa também fechou em alta. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com valorização de 0,87%, cotado a 133,05% do valor de face. O risco Brasil registrou queda de 30 pontos-base com o clima mais ameno nos mercados, atingindo 209 pontos-base.
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Agenda da segunda-feira
Por aqui, a balança comercial ficou positiva em US$ 517 milhões na última semana. Entre os indicadores de inflação, o IPC-S acelerou levemente e apontou inflação de 0,78% na primeira semana de maio, mesmo movimento visto pelo IGP-M, que acelerou no primeiro decêndio de maio, marcando inflação positiva de 0,47%.
De acordo com o semanal relatório Focus, o mercado elevou pela décima sexta vez consecutiva suas projeções para a variação dos preços em 2010, prevendo alta de 5,50% no IPCA, tido como a medida oficial de inflação do País. Em contrapartida, o tom otimista em relação ao crescimento econômico foi mantido nesta edição da pesquisa. Agora o mercado espera que a atividade econômica brasileira avance 6,26% neste ano, frente à expectativa de alta de 6,06% vista na última edição do relatório.
Bolsas em queda nesta terça-feira
Após uma segunda-feira positiva no mundo, as bolsas voltam a engatar trajetórias de queda na manhã desta terça-feira (11), reagindo a temores de aperto monetário na China.
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A inflação no país marcou um avanço de 2,8% em abril, a maior alta em dezoito meses e bem acima do esperado pelos analistas, que, frente aos números, agora temem um aperto monetário para conter as pressões inflacionárias.
Resultados: ALL e Marcopolo
No plano doméstico, a terça-feira é mais um dia repleto de resultados corporativos trimestrais. A ALL é uma das que lançou mão de seu desempenho nos três primeiros meses desse ano, quando somou um lucro líquido de R$ 17,5 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 22,6 milhões amargado no mesmo período do ano passado.
Do setor de logística ao industrial, a Marcopolo registrou também no primeiro trimestre desse ano um lucro líquido de R$ 69,1 milhões, 221,4% maior que o contabilizado em 2009. Por sua vez, seu Ebitda (geração operacional de caixa) ajustado cresceu 132,1% na mesma base de comparação.
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Resultados: SEB e Even
No setor educacional, a SEB também revelou nesta manhã seu resultado do primeiro trimestre deste ano, destacando um avanço anual de 55% na receita líquida. Já o lucro líquido ajustado auferido pela companhia no período cresceu 77,9%, para R$ 25,9 milhões.
Entre as empresas do setor imobiliário, a Even é quem marca presença no noticiário desta terça-feira. A companhia somou ganhos líquidos de R$ 44,08 milhões de janeiro a março desse ano, um crescimento de 282,6% em relação ao mesmo período de 2009.
Resultados: Cremer e Globex
Ademais, vale a pena atentar também a resultados anunciados na noite passada, que, assim, não chegaram a repercutir ainda sobre os mercados. Dentre eles está o da Cremer, que no primeiro trimestre desse ano somou lucro líquido 7,5% menor que o do mesmo período de 2009, no montante de R$ 9,4 milhões.
Já a Globex revelou prejuízo líquido de R$ 3,7 milhões no primeiro trimestre deste ano. Embora seja negativo, o resultado é menor que as perdas de R$ 35,5 milhões amargadas nos mesmos meses do ano passado. Cabe destacar que os números da companhia foram influenciados pelo acordo de associação entre a Globex, o Pão de Açúcar e a Casas Bahia.
Embraer assina novo contrato
Mas o noticiário não é apenas divulgação de resultados. A Embraer assinou contrato com a companhia aérea polonesa LOT Polish Airlines para a troca de quatro ordens firmes de jatos Embraer 175 por aeronaves do modelo Embraer 195, comunicou a empresa brasileira nesta manhã.
No último trimestre de 2007, a companhia polonesa encomendou 12 jatos Embraer 175. Quatro foram entregues em 2009, quatro têm entrega prevista para este ano e os quatro restantes serão convertidos para o modelo Embraer 195, com início de entrega estimado para 2011.